• I did it my way

    Jul 26 2007, 20h42

    Por quantas vezes realmente precisamos passar por momentos frustrantes em nossas vidas? Até que ponto não forçamos decepções - sabendo que certas coisas não podem dar certo e mesmo assim injetando esperanças e correndo pra fazê-las? Não é questão de pessimismo, mas acho que devíamos nos conformar mais com certas verdades inquestionáveis - como a morte, ou mudanças, até mesmo com sentimentos.
    Não estou aqui falando pra ninguém se tornar um ser humano frio não (só eu sei o quanto sofro sendo um!), mas acho que se se deixassem aceitar as coisas que não puderam evitar e simplesmente esforçassem-se para que o momento ficasse o mais suave possível, ao invés de se lamentar ou buscar culpados, isso tornaria suas vidas muito mais leves...
    Sabe, eu tenho visto tanta coisa que nunca pensei que aconteceria: A morte chegando cada vez mais cedo, crianças sendo obrigadas pela vida a agirem com mais maturidade que muitos adultos, pessoas perdendo todo o tipo de fé que tanto tempo levaram a adquirir, jovens sofrendo com a pressão de não poder ser o que sonham - porque precisam ser aquilo que outros sonharam pra eles... É tudo muito difícil, eu sei.
    Sei que não sou a pessoa mais adequada para falar sobre qualquer virtude - sei mesmo: não sou eu a garota que discute o tempo todo com os pais? Não sou eu a garota que não consegue perdoar outros por erros cometidos no passado? Não sou eu a garota que se acha no direito de julgar culpados e inocentes na morte daqueles que mais amou? A verdade é que nem sempre fui insensível assim, mas a vida foi me transformando num monstro... É o que eu acho - é o que vejo... E o mais impressionante é que na maioria das vezes eu sinto-me feliz por isso. Por ser, não digo livre, mas 'imune' à maioria dos sentimentos. Só eu sei o quanto já sofri de livre e espontânea vontade- sabendo que algo era contra a realidade e mesmo assim correndo atrás como se um dia tudo fosse mudar e eu realizasse alguns dos sonhos mais impossíveis... Não tenho mais esse tipo de decepções. O único problema é que algumas vezes não sou capaz de sentir nem mesmo aquilo que há de mais simples - mais puro... às vezes não sou capaz de sentir compaixão, ou de compartilhar dores e alegrias. Mas quer saber, tudo tem seu preço, não é?

    Mas não deixo de ver o quanto tenho sido egoísta... será que valerá sempre a pena?
    Nunca fiz mesmo muita questão de ser humana... acho que desde que nasci, nasci para ser esse monstro. Se ideais se adquirem com o tempo, por que a maldade não?
    Prefiro fazer tudo do meu jeito...
  • Easy

    Jul 25 2007, 0h58

    Já tinha até me esquecido do quanto odeio o metrô em horário de rush. Do quanto o Centro dessa cidade é lindo, ou mesmo de como é sentar numa sala e ver um cara lá na frente (achando que está) te enrolando e se sentindo no direito de fazê-lo - apenas porque já estudou um pouquinho mais e tem lá sua pós ou seu mestrado. Já tinha esquecido o quão difícil foi habituar-me à 'viagem' que é daqui de casa ao cursinho, ou à Paulista, ou mesmo à galeria. Enfim, de como minha casa parece ser longe de tudo quando o meio de transporte é público. Impressionante a quantidade de coisas que esqueci nesses quinze míseros dias de férias - coisas que levei cerca de seis meses para aceitar, entender, seja lá qual for a palavra.
    Enfim, bom ou não, hoje pude lembrar tudo isso outra vez. Avenida Paulista, Universidade Cásper Líbero, professor/palestrante enrolão, viagem hipercansativa, metrô abarrotado de gente, jantar no McDonald's com a Gabi, risadas e internas mil, saudades de uns, raiva de outros, gastar fortunas em chocolate (fortunas mesmo :()... Enfim, hoje foi o dia de lembrar que minha vida não é ir dormir de madrugada, acordar quase meio-dia, ler o dia todo, ver um filme ao entardecer e passar a noite na internet. Não mesmo. E que essa 'mordomia' (pra não dizer vadiação, né?) acaba hoje. E lá se foram as férias, la se foi meio anoooo. E foi embora, pra longe. Fácil, fácil.. Tá, tá bom. (Se leu até aqui esperando chegar a um final glorioso, desista: É só mais uma das minhas divagações que não fazem sentido nenhum). E bateu de repente - foi bem na hora em que eu estava colocando catchup naquele potinho estranho, lá no Mc (momento poético, fala sério!), e começou a tocar um das minhas músicas favoritas - Easy, do Faith no More. Foi quando aquelas minhas confusões mentais começaram a me atordoar de novo (poxa, bem na hora de comer!) e eu resolvi que botaria no papel - mas depois de comer. Nada de indigestões filosóficas. Pois bem... escrevê-lo-ei.
    Sabe o que é? Enquanto Easy tocava,[e eu pegava catchup e a Gabi esperava pelas suas batatinhas haha], a letra ia se repetindo na minha cabeça. E foi aquele momento da frase mais clichê do mundo: "a vida passou como um filme em minha cabeça"... Tem tanta gente que canta músicas (embroma, devo dizer) sem nem saber o que está cantando e acha o máximo... Não sei por que, mas desde pequena não consigo cantar (nem mesmo ouvir) algo que não sei o que significa. Sim sim. Nunca fez sentido pra mim ver uma criança dançando e cantando histérica "tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha..." (Tá, eu acho que isso não deveria fazer sentido pra ninguém, mas não vem ao caso). Pois é. E de repente eu ouvia "I wanna be high, so high... I wanna be free to know the things I do are right... i wanna be free - just me... oh babe"... É isso. Eu quero me sentir livre, sem essas encanações, sem essas preocupações e exigências do mundo sobre mim - eu quero estar certa DA MINHA MANEIRA. (E sim, eu fui muito além da música, quem liga? Não é pra isso que arte serve, pra nos levar além - cada um com sua interpretação?)É, tanta coisa entra e sai das nossas vidas com facilidade! Tantas pessoas conhecidas, esquecidas, amores e desamores, relacionamentos começados e terminados... ultimamente a única coisa que tenho concluído é que a vida passa. (UHUL /o/~Como eu sou inteligente!) Mas não apenas passa, ela muda, muda constantemente... e eu não tenho lidado da maneira correta com as mudanças - o medo tem feito com que eu perca momentos especiais e não veja... ahhh, vida, Fácil fácil ela vai embora...

    O bom é que amanhã já terei esquecido de tudo outr avez...

    [eu avisei que era uma divagação-nada-a-ver-que-não-teria-conclusão]

    :*
  • When you have to shoot, shoot, don't talk.

    Jul 21 2007, 23h22

    Tanta coisa que confunde, que assusta... Vira e mexe a gente passa por aquelas crises que sequer têm motivo: acontecem. E aí é aquele tal de falar, falar, falar e não fazer nada! Por que será, hein? Por que quando estamos em crise queremos sempre explicá-las, e acabamos por não resolver nada? Eu não sei. Não tenho a mínima noção - e estaria mentindo se dissesse que isso não me incomoda. Incomoda siiim, por um único e siiiimples motivo: Eu estou SEMPRE em crise. É um tal de "meu cabelo não está do jeito que eu gosto", "estou gorda demais", "estou sozinha demais", "quero um namorado", "não quero ninguém", "estou gostando dele e ele não me corresponde", "ele me corresponde mas não tô mais a fim dele"... tudo pra mim é motivo pra surtar. E isso quando estou normal - porque de TPM O.O é ainda pior. Tá, tá, tá, pode parecer paranóia - mas porque diabos eu não levanto da cadeira e ajo, ao invés de lamentar?
    hahah. Olha só eu me lamentando de novo. Faz parte... é isso. Faz parte da vida ter crises, entrar em indagações profundas e non-sense... Mas é verdade é mesmo que também é preciso agir. É isso... When you have to shoot, shoot, don't talk. É o melhor conselho que eu já ouvi. Só falta aprender a usar...