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  • The Cranberries em Fortaleza - 23 de outubro de 2010

    Out 24 2010, 9h17

    Sábado 23 Out – The Cranberries



    Dolores O’Riordan é exatamente aquela mesma pessoa do DVD Live In Paris, no auge do The Cranberries, apesar dos 11 anos, dos 2 filhos e dos problemas de saúde a mais. Último show da turnê 2010 e sua voz impecável, suas dancinhas sensuais e todo o fôlego continuam lá, juntamente com todo o talento dos outros membros da banda. Conversa com o público, agita a bandeira do Brasil e ainda atende pedido de fã! Imagino como deve ter ficado o pessoal que pediu Put Me Down quando eles começaram a tocar.



    Como sempre, não olhei os setlists da turnê pra não estragar a surpresa. E quanto a isso, os pontos altos foram Desperate Andy, Empty e especialmente Electric Blue, que me deixou sem fôlego. Claro que as mais conhecidas foram muito bem-vindas, como Free to Decide e Ridiculous Thoughts. A cena da Dolores cantando os versos finais dessa última enquanto segurava a bandeira do Brasil vai ficar pra sempre na minha mente. Dando uma olhada nos sets anteriores, só perdeu para o do Rio, que teve Shattered e Daffodil Lament. Essa última eu queria muito ouvir, mas me dou por satisfeito com o que tive.

    No final dos 100 minutos de show (que começou pontualmente), ficou óbvia a satisfação no rosto da banda e do público, que lotou o Siará Hall. Para este cara aqui que admira a banda há uns 10 anos (desde quando começou a se interessar por música, muito antes das Tori Amos e dos Radioheads), impossível dormir depois de presenciar algo assim.


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    PS: Com muita força de vontade, o pessoal que foi comigo pro show conseguiu ficar com o xale que ela jogou! Agora a questão é saber como nós vamos dividi-lo. =D



    Meus vídeos (que ficaram a coisa mais linda! xD):


















  • Ana Cañas em Fortaleza - 12 de dezembro de 2009

    Dez 12 2009, 6h20

    Ana Cañas veio pela primeira vez a Fortaleza em uma sexta feira, em um show gratuito na beira da praia. Não, eu não sonhei, foi verdade. All star vermelho, meia-calça preta desfiada, camiseta do Kurt Cobain e uns óculos escuros. Voz poderosa, boca suja, muita simpatia e muito bate-cabelo. “Nossa! Vocês vieram!” Como não se apaixonar? De novo, na verdade, porque eu mesmo me apaixonei pela moça assim que ouvi seu mais recente cd, Hein? (só de olhar pra capa e pro título eu tive uma crise de riso). Ela é daquelas artistas que se reinventa, o que conta muitos pontos pra mim. Seu primeiro álbum é bem jazzístico. Já esse segundo mostra que a mulher sabe fazer rock. E o show não me deixa mentir. Coçando, minha favorita do álbum, também foi a melhor da apresentação, que foi curtinha, mas bem sólida. Ora, ela fez até Titãs soar agradável aos meus ouvidos. Só por isso já merece um prêmio.

    Setlist
    1. Chuck Berry Fields Forever
    2. Sempre com você
    3. O Nosso Amor A Gente Inventa
    4. Devolve, Moço
    5. Metamorfose Ambulante
    6. Love Me Tender/Escoderijo
    7. Na multidão
    8. Problema Tudo Bem
    9. Sonífera Ilha
    10. Coçando
    11. Rainy Day Woman
    12. Coração Vagabundo
    13. Super Mulher
    14. Rock And Roll
  • What countries are your top 50 artists from?

    Abr 22 2009, 18h47

    Ah… the boredom.

    1. Tori Amos - USA
    2. PJ Harvey - United Kingdom
    3. Heather Nova - United Kingdom
    4. Lisa Germano - USA
    5. Regina Spektor - Russia
    6. Radiohead - United Kingdom
    7. Björk - Iceland
    8. The Cardigans - Sweden
    9. Depeche Mode - United Kingdom
    10. Julieta Venegas - Mexico
    11. Roxette - Sweden
    12. Garbage - USA
    13. Emiliana Torrini - Iceland
    14. Sheryl Crow - USA
    15. Poe - USA
    16. Engenheiros Do Hawaii - Brazil
    17. Coldplay - United Kingdom
    18. The Cranberries - Ireland
    19. Muse - United Kingdom
    20. Portishead - United Kingdom
    21. Lamb - United Kingdom
    22. Akira Yamaoka - Japan
    23. Nine Inch Nails - USA
    24. Laura Veirs - USA
    25. Madonna - USA
    26. Alanis Morissette - Canada
    27. The Dresden Dolls - USA
    28. Starsailor - United Kingdom
    29. Dido - United Kingdom
    30. Pato Fu - Brazil
    31. KT Tunstall - United Kingdom
    32. Juliette & The Licks - USA
    33. Sia - Australia
    34. Aqualung - United Kingdom
    35. Fiona Apple - USA
    36. Milla - Ukraine
    37. Bat for Lashes - United Kingdom
    38. David Gray - United Kingdom
    39. R.E.M. - USA
    40. Sarah McLachlan - Canada
    41. Primal Scream - United Kingdom
    42. Loreena McKennitt - Canada
    43. Sufjan Stevens - USA
    44. Emilie Simon - France
    45. Nico - Germany
    46. Leonard Cohen - Canada
    47. Cyndi Lauper - USA
    48. Joni Mitchell - Canada
    49. Adriana Calcanhotto - Brazil
    50. Dolores O'Riordan – Ireland


    USA – 15
    United Kingdom – 15
    Canada – 5
    Brazil – 3
    Sweden – 2
    Iceland – 2
    Ireland – 2
    Mexico – 1
    France – 1
    Japan – 1
    Australia – 1
    Germany – 1
    Ukraine – 1



    LOL at Brazil at 6th position, behind Sweden and Iceland (ice-what?).

    I guess I need to look more carefully for good Brazilian artists. Of course there are great musicians hidden around this country.

    *puts on an Emiliana Torrini record*
  • My OMFG moment was stolen

    Abr 3 2009, 20h01

    I already said that the Radiohead concert in São Paulo was great. The setlist was solid. Most of my favorite classics were played. But, at least for me, it lacked a huge surprise, an OMFG moment. We got some songs that don’t show up very often, like Creep and Talk Show Host, but I’m not a big fan of any of them. Five days layer, the OMFG moment I was hoping for came for the Chileans. Lucky bastards!



    This video makes me shiver. If they had played Morning Bell right in front of me, I would have peed my pants. I would have had a true eargasm. My head would have exploded (OK, enough). And, after taking a look at the tour statistics, I found out that this gem appeared on 27% of the concerts in this tour, a lot more often than I though. Radiohead doesn’t really love me.

    I don’t even know why I love this song so much. Maybe it’s its unusual song structure. Or maybe I just have a thing for people going crazy while playing a Rhodes.
  • Radiohead em São Paulo – 22 de março de 2009

    Mar 25 2009, 15h15

    Justa A Fest - Chácara do Jockey, São Paulo

    Ingressos esgotados. 30.000 pessoas estavam na Chácara do Jóquei, em São Paulo, esperando pra ver Radiohead na sua primeira turnê sul-americana. Olhando assim, parece difícil de acreditar, mas eu era uma delas. Alguns madrugaram na fila, com direito a barraquinha e tudo. Eu fui menos radical: cheguei lá só umas 5 horinhas antes da abertura dos portões. A fila estava grande, mas não tão imensa como ficaria algumas horas depois. Resultado: peguei um lugar inacreditável, há 3 pessoas da grade! E o pessoal em volta era gente boa também, o que facilitou bastante a espera de 4 horas até Los Hermanos subirem no palco. Não sou fã deles, mas gostei bastante da apresentação. O resto do público também, já que parte dos fãs de Radiohead também são fãs dos barbudos feios.

    Kraftwerk veio depois. Não gosto da idéia de se fazer música apenas com 4 laptops, mas os alemães também não foram de se jogar fora. E eles realmente sabem como usar um telão em um show. Mesmo assim, no final eu não agüentava mais a espera e estava louco para os titios saírem logo do palco.

    Então, chega a atração esperada há mais de uma década para uma apresentação histórica. E eu vendo tudo aquilo quase da grade! Foi realmente incrível. Thom Yorke como sempre o autista por opção, fazendo caras e bocas e sussurrando coisas incompreensíveis, se revezando entre guitarras, piano e Rhodes. Ed O’Brien, de terno e gravata, a cara do Hugh Laurie, como sempre a simpatia em pessoa. Jonny Greenwood, o multiinstrumentalista (perdi a conta de quantas coisas ele tocou), como sempre com sua carinha de lesado. Colin Greenwood estava bem empolgado, mas o coitado sempre fica escondido lá atrás. O Phil Selway nem se fala então, atrás de sua bateria.

    Tocaram algumas que eu esperava ansiosamente, como There There, The National Anthem (com um rádio sintonizando estações brasileiras) e Paranoid Android. A bridge de Paranoid Android era o momento que eu mais sonhava, e pra tornar tudo mais maravilhoso, o Thom ainda repetiu ao final da música. Só faltou uma chuvinha na hora. As minhas favoritas do OK Computer, meu álbum favorito, foram tocadas: Climbing Up The Walls e Lucky. Definitivamente esse foram os pontos altos do show. O último álbum, In Rainbows, foi tocado na íntegra, com destaque para Reckoner, Jigsaw Falling Into Place e Faust Arp, essa última apresentada só com dois violões. No entanto, Just, uma das que eu mais esperava e que foi tocada no Rio de Janeiro, não foi tocada. Street Spirit (Fade Out) e Planet Telex, que estavam no setlist, foram trocadas por You And Whose Army. Troca BASTANTE infeliz, se você me perguntar. Pelo menos foi cômico ver as caretas do Thom no telão transmitidas pela microcâmera no piano. Wolf At the Door também foi riscada, sendo substituída por Fake Plastic Trees. Essa troca me pareceu certa. Creep apareceu de última hora e encerrou de maneira digna as mais de 2 horas de apresentação. Eu sonhava com Black Star, Morning Bell e Myxomatosis, já sabendo que as possibilidades eram mínimas. As únicas surpresas foram Talk Show Host, Pyramid Song, mas não houve nenhum momento “PQP!! Não acredito que ele tá tocando isso!!!”. De qualquer forma, um setlist típico de uma primeira passada no país e que de forma alguma pode ser considerado decepcionante.

    Para meu grande alívio, a acústica da Chácara era boa, e os fãs foram comportados na medida do possível, de modo que as cantorias da platéia não atrapalharam em nada, e eu pude ouvir com detalhes os arranjos impecáveis. Fiquei triste porque estava louco pra comprar uma blusa oficial, mas o sistema do cartão de crédito estava fora do ar (lá vou eu me endividar na waste.com).

    Enfim, foi um dia glorioso. Valeram a pena as 11 horas em pé, as pernas dormentes por 2 dias e comprovar da pior maneira possível que dois corpos podem sim ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo. Agora é esperar a próxima turnê. Afinal, quem duvida que nós agora somos destino certo?

    Setlist
    1. 15 Step
    2. There There. (The Boney King of Nowhere.)
    3. The National Anthem
    4. All I Need
    5. Pyramid Song
    6. Karma Police
    7. Nude
    8. Weird Fishes/Arpeggi
    9. The Gloaming. (Softly Open Our Mouths in the Cold.)
    10. Talk Show Host
    11. Optimistic
    12. FAUST HARP
    13. Jigsaw Falling Into Place
    14. Idioteque
    15. Climbing Up the Walls
    16. Exit Music (for a Film)
    17. Bodysnatchers

    Encore 1:
    18. Videotape
    19. Paranoid Android
    20. Fake Plastic Trees
    21. Lucky
    22. Reckoner

    Encore 2:
    23. House of Cards
    24. You and Whose Army?
    25. True Love Waits/Everything in Its Right Place

    Encore 3:
    26. Creep
  • Alanis in Fortaleza, Brazil - January 24th, 2009

    Jan 25 2009, 23h07

    Sábado 24 Jan – Alanis Morissette - SIARÁ HALL

    Alanis Morissette concert in Fortaleza was the third Brazilian date of her South American Tour. It was one of the first international mainstream rock concerts in the city, so the venue was quite crowded. A couple of hours late, the craziness began. She was accompanied by a great five piece band. Oh God, she was on fire! And, believe me, so was the crowd. Maybe there were too many people singing along TOO loud every song. I couldn't even hear her harmonica! Not to mention the other details of the apparently great arrangements. Unfortunately, that's the Brazilian way of watching a concert. But she loved it so much.

    The setlist was fine. Despite the absence of Under Rug Swept tracks, I had some good surprises, like The Couch, Uninvited, Sympathetic Character and Perfect. The new songs were great, especially Moratorium. You Oughta Know isn’t one of my favorites, but it sounded orgasmic live. The highfiving on Hand in My Pocket was magic. And Thank U was a beautiful choice to finish this beautiful night. The concert was short, though. It lasted less than one hour and a half. A couple more songs wouldn’t kill anyone.

    I was pretty close to the stage. It took me some time to believe I was actually seeing Alanis Morissette spinning and jumping and going crazy right before my eyes. Priceless! I ignored the several improper behaviors of the people around me the best I could. Man, I think I deserve an award for that! Thank God it worked. A fully seated concert is just a dream in Brazil, so I set a new personal record after 6 hours standing up. And this time went by so fast if you ask me. I started to feel my right foot again this morning, but it was worth it. A night to remember.

    PS: My cell phone camera is crap, so maybe I’ll steal some pics and videos later.


    _______________________________________________________________



    Sábado à noite, uma multidão de cearenses se amontoa na fila pra prestigiar Alanis Morissette em seu terceiro show da turnê sul-americana. Esse foi um dos primeiros shows de rock internacional em Fortaleza (antes só teve umas bandas de punk rock). Aí já viu, né? Pro negócio ficar divertido, um belo atraso de 2h. Então Alanis chega com sua banda e começa o bate-cabelo. Louca louca louca! Se aquilo não era presença de placo, então eu não sei o que esse termo significa. Agora o público foi um negócio complicado. Podem me chamar de louco, mas eu vou pra um show pra ouvir o artista cantando, e não o público berrando. Sim, estavam berrando! Tinha uma menina muito desafinada gritando no meu ouvido. Eu não consegui ouvir a gaitinha dela, os detalhes dos arranjos (que pareciam ótimos) e às vezes eu não ouvia nem ela cantar. Mas tudo isso tem um lado bom. Ela amou, o que facilita uma volta pra próxima turnê.

    O setlist foi bom. Nada de Under Rug Swept, mas teve umas surpresas boas: The Couch, Uninvited, Sympathetical Character e Perfect. As músicas do novo álbum também foram ótimas, especialmente Moratorium. Achei incrível como You Oughta Know, que eu nunca liguei muito, foi orgásmica ao vivo. O highfive com a platéia em Hand in My Pocket foi um daqueles momentos que você pensa “cara, isso aconteceu mesmo?”. E nada mais apropriado do que terminar com Thank U. Foi um show curto, pouco menos de uma hora e meia. Não custava nada mais umas 2 músicas.

    Eu fiquei pertinho do palco. Foi difícil de acreditar q eu tava mesmo vendo Alanis Morissette pulando, girando e enlouquecendo na minha frente. Impagável. Ignorei com todas as minhas forças a mal-educação da galera do meu lado. Pô, eu merecia um prêmio por isso! Graças a Deus a estratégia deu certo. Além de tudo bati um novo recorde pessoal: 6h horas em pé, que na verdade passaram bem rapidinho. Eu só fui sentir meu pé direito de novo hoje de manhã, mas valeu. Foi uma noite inesquecível.

    PS: Minha câmera do celular é podre, então fotos e vídeos eu roubo e posto depois.

    Setlist

    1. The Couch part 1
    2. Uninvited
    3. Versions of Violence
    4. All I Really Want
    5. The Couch part 2
    6. Not the Doctor
    7. Not as We
    8. Head Over Feet
    9. The Couch part 3
    10. Sympathetic Character
    11. Perfect
    12. Moratorium
    13. You Oughta Know
    14. Tapes
    15. Hand in My Pocket
    16. Underneath
    17. Everything

    Encore:
    18. You Learn
    19. Ironic
    20. Thank U