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  • Virus

    Ago 26 2012, 3h14

    Eu realmente gostaria de saber, por todo o amor de Thor, quando é que esse sertanojo universiotário vai sair da modinha.
    Porque está absolutamente impossível sair nas ruas, frequentar bares, casa de pessoas, ligar a tv, rádio.
  • Lobotomia

    Jun 16 2012, 14h58

    Vivemos no tempo do fordismo musical.
    A linha de montagem não permite diferenças, no máximo algumas cores diferentes, obviamente se cobrando um preço diferenciado por isso.
    Assim, são as bandas de rock nacional do mainstream, bem como os outros estilos, ditos populares, como o sertanejo universitário, o funk-carioca, o pagode atual.
    Todos utilizam-se da mesma fórmula.

    E, como diria Raul Seixas: eu não tenho nada pra escolher!

    Mal-aventurados os homems que não tem acesso à internet, porque serão lobotomizados.
  • Underground...

    Jan 24 2008, 3h46

    Eu cresci ouvindo rádio e assisitndo a TV e seus incontáveis programas de cultura, entretenimento e informação.
    Mas já faz algum tempo que ela não informa adequadamente, não entretem e não traz nada de novo em termos culturais.
    As emissoras de rádio estão perdidas num combate eterno pela audiência, e trocam tiros utilizando-se de material bélico "pesado": a mesmice ou as antiguinhas já batidas.
    Não que eu não aprecie as músicas dos anos idos. Mas, na boa, com tanto que se tem produzido fica difícil encher programações inteiras com o que já se foi.
    No outro lado, temos a mesmice. Programação abarrotada de "as melhores da programação" pela manhâ, "as mais pedidas" à tarde e "as top 10 da semana" que normalmente abrange as "melhores" das outras duas e você se percebe ouvindo as mesmas músicas, no mínimo, quatro vezes por dia. Pra quê comprar CD do seu artista favorito se a sua rádio já toca todas as músicas que lhe interessa, não é mesmo?
    Percebendo essa falha na "matrix", os artistas independentes, e mesmo alguns do dito "mainstream", resolveram desbravar, procurar novas formas de serem ouvidos.
    Festivais de música independente no país a fora, com participações de artistas internacionais, disponibilização de sua produção artística na internet por meio de seus blogs, last.fm (olha o merchan!!) , P2P ou qualquer outro meio que possa surgir. Muitas vezes o material é disponibilizado isento de custas porque o artista sabe: ele tem de ir onde o povo está.
    Maomé não consegue chegar na montanha, então a montanha disse: faça um download ou streaming.
    E assim eu descobri tanta música que eu jamais sonhei que poderia existir que estivessem sendo feitas. Tanta coisa boa a ser compartilhada, conhecida, divulgada mesmo.
    No entanto, o mercado fonográfico viciou em fórmulas: mas, assim não pode, assim não dá!
    Contudo, a música da garagem, dos porões, das praças, das salas de ensaio continuam sendo ouvidas e partilhadas entre aqueles que sabem que ainda há muito a ser dito e ouvido.
    Viva a internet!
  • Qualidade

    Jan 11 2008, 14h27

    Existe essa coisa de fama, sucesso, vender mais de um milhão de cópias, que, particularmente, acredito não ser o ideal da maior parte dos músicos que se propõem a viver disso.
    Sei lá, pode parecer meio utópico, mas o que um músico gosta de fazer é música. O resto é consequência do seu trabalho, desempenho e criatividade na proposta sônica.
    Mas os empresários do mercado fonográfico preferem os números, as fórmulas, os programas de tv e rádio viciados e deformáveis pelo dinheiro.
    Oras, é tolice não desejar ganhar dinheiro fazendo o que se gosta. Mas a partir do momento em que os prazos devem superar a criatividade, o tempo livre para curtir o mundo, para viver novas experiências e transportá-las para dentro de suas frequências pessoais; quando o dinheiro passa a ser o objetivo, existe uma perda muito grande da qualidade artística em detrimento da qualidade estética.
    Sim, há diferença.
    E estética é a fórmula, o que deu certo e vem dando certo e vai continuar dando certo até algo novo aparecer e se tornar uma nova estética.
    A qualidade artística só depende do artista, do músico, do que está se passando em seu mundo, suas angústias, alegrias.
    A qualidade artística diz algo que talvez ninguém ainda tenha dito, enquanto a estética repete, copia, imita na tentativa de conseguir os mesmos resultados até a total exaustão da fórmula, como basicamente acontece com todo o resto.
    Será que no fim das contas teremos de chamar o Greenpeace para salvar a arte também?
  • Música

    Out 3 2007, 20h16

    Desde que me entendo por gente estou de alguma forma envolvido com a música, mas recorrentemente ela era uma presença diluída.
    Era no programa que passava nos domingos, antes dos meus desenhos prediletos, era nos próprios desenhos como um ensaio de orquestra ou alguma história embalada pela fúria de uma composição clássica.
    Era no toca-fitas do carro do meu pai sempre que íamos fazer alguma viagem, nas férias na casa de minha avó, regada a churrasco, cerveja e música.
    Era meu tio que tentou montar um grupo de pagode, mas deixou o rio da vida dele levá-lo pra longe dos seus tambores...
    Era nos meus sonhos com a menina que se sentava na frente na sala de aula, sonho embalado por tantas bandas, tantas histórias..
    A música me presenteou com um ouvido maravilhoso e exigente.
    Montei uma banda que não foi pra frente, por vários motivos. Um deles era a minha necessidade de perfeição e de coerência.
    Não buscávamos a fama, apenas um pouco de diversão.
    E isso nós conseguimos.
    O trabalho experimental ficou guardado em meu computador e nas conversas de fim de semana sobre como estávamos doidos em pensar que uma cidade de interior iria ter espaço pra nosso som...
    Eu ainda ouço, ainda componho, ainda toco.
    E ainda guardo as coisas para que, um dia quem sabe, possa ter algo a deixar de herança à meu moleque: minha música.
    Tomara, um dia ele também encontre a música dele...