The same fucking world....

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Dez 13 2011, 23h09

Hoje é um daqueles dias que aumento o volume da minha música e me mantenho alheia ao que acontece a minha volta. O agudo machucando meus tímpanos ainda parece ser melhor a qualquer outra coisa que poderia ouvir se estivesse sem meus fones.
Raiva. Cada música faz com que a raiva cresça em meu peito. A revolta com o mundo, como as coisas são, me faz cantar mais alto.
E então vem a frustração. O que posso fazer? O que posso mudar? Nada. A grande verdade é: posso gritar, posso lutar, mas tudo permanecerá da mesma maneira. A mesma merda de mundo, os mesmos problemas, os mesmos malditos padrões.
Então aumento mais o volume daquela boa canção: "I just want to be free. Free like the wind...”. Quero continuar sem me preocupar sobre o que pensarão dos meus modos, do meu cabelo ou da minha roupa.
Cada dia tento mais e mais me desgarrar deste mundo, de tudo e de todos. Com minha mochila nas costas sigo meu caminho. Continuo sem parar. Minha meta é nunca parar. É sentir aquela solidão que preenche por completo. Aquela solidão que de tão forte acaba preenchendo cada vazio que possui no peito.
Então eu paro e percebo que minha solidão é o oposto. A solidão dentro de mim reclama o buraco aberto em meu peito. Falta algo dentro de mim. Algo que nem mesmo eu sei dizer bem o que é. Estou fadada a isso? A insatisfação percorre minhas veias. A irritação aumenta. O que falta?
É quando percebo que meu caminho a percorrer é voltar e esperar. O grandioso ainda está para acontecer. Nada deve mudar até lá.
Volto para o mesmo lugar, para as mesmas coisas, para os mesmo padrões e o mesmo falso moralismo. E grito. Grito para o nada. Grito para o buraco dentro de mim...

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