The Vines

Biografia

Em 1991, depois de ter largado a escola no 1º ano e fazer apenas 6 meses um curso de artes e ter largado também, Craig Nicholls vai trabalhar no McDonald’s, na época ele estava com 13/14 anos, e conhece Patrick Matthews, ambos compartilhavam do mesmo gosto musical (Nirvana, Beck , Pavement, Suede) e resolveram se unir para tocar. Craig na guitarra e nos vocais e Patrick no baixo. Chamaram também David Olliffe, amigo de escola de Patrick para tocar bateria.

Patrick, Craig e David tocaram pela primeira vez em público em outubro de 1994. Neste amado ‘pela primeira vez’ para subir novamente ao palco para um bis.

Em abril de 2000 o The Vines foi entrevistado pela rádio FBi de Sydney, que aproveitou e tocou a faixa demo da banda “In The Jungle”. Foi graças a este dia que Patrick, Craig e David sentiram que poderiam ir mais longe e começaram então a escrever músicas freqüentemente e a ensaiar mais. Este esforço resultou na gravação de uma demo tape com 4 faixas.( “Nós gastamos alguns dias lá e algumas centenas de doláres. Quando eu ouvi a demo nos fones, eu larguei o McDonald’s” Craig disse em uma entrevista a Rolling Stones). Andy Cassell da Winterman and Goldstein Management e Ivy League Music escutaram a demo, que nas mãos da pessoa certa tirou o The Vines do anonimato.

Foi então que Cassell e mais seus parceiros Peter Lusty e Andy Kelly passaram a empresariar a banda. Pelos próximos meses o The Vines foi encorajado a gravar todas as suas músicas em uma demo. Com a demo pronta eles enviaram para A&R, que imediatamente se interessou pelo som da banda.

Em setembro de 2000 o The Vines tocou no festival das Olimpíadas de Sydney. Já em outubro de mesmo ano eles tocaram abrindo para os australianos do You Am I. Eles se apresentaram no Metro Theatre, casa de espetáculo em Sydney, o que para eles foi a maior apresentação desde o surgimento da banda. Neste dia Craig correu furiosamente no palco, rasgou sua camisa e quase destruiu por completo sua guitarra.

Ainda em 2000, nas vésperas de Natal, The Vines se reuniu com seu empresário para decidir com qual gravadora eles deveriam assinar. Depois de um duro crivo eles acharam melhor assinar com uma novata no seguimento, a Engine Room, uma companhia de Sydney que produz álbuns e depois os vende para Major Record Companies.

Já no início de 2001 (fevereiro), The Vines começou a pré-produção para um futuro álbum de estréia. Primeiramente re-gravando suas faixas demo “Drown the Baptists”, “Get Free”, “Winning Days”, “Mary Jane”, “Outtathaway” e “Sunchild”. O produtor foi o australiano Greg Wales, e as músicas foram gravadas na Q Studios em Sydney. Este material foi utilizado para apresentá-los a grandes corporações musicais.

Em maio de 2001 o The Vines novamente foi a banda de suporte do You Am I, desta vez como banda de abertura em uma pequena turnê nacional. Durante alguns destes shows eles deram alguns cd’s demo de 5 faixas para aqueles que chegaram cedo para assisti-los tocar. O CD incluía as faixas “Country Yard”, “Mary Jane”, “Autumn Shade”, “Factory” e “Highly Evolved”.

No mês de julho de 2001 a banda foi para Los Angeles para gravar o álbum de estréia com Roy Schnapf, na Sunset Sound Studios. Devido alguns desentendimentos com a gravadora, o baterista David Olliffe acabou retornando para Austrália deixando a banda em má situação.

Somente em novembro daquele ano o The Vines recomeçou as gravações do álbum. Para a bateria foi chamado Joey Waronker (Beck, REM) e também Pete Thomas (baterista de Elvis Costello e The Attractions) que se revezaram para finalizar o álbum. A banda também gravou a música “I’m Only Sleeping” dos Beatles, para fazer parte da trilha sonora do filme “I Am Sam”, de Sean Penn.

O interesse internacional pelo The Vines aumentou com o lançamento do single “Factory”. Lançado em novembro de 2001 na Inglaterra pela XL Recordings, ele foi classificado pela revista britânica NME (New Music Express) como “simplesmente divino”. Em 3 de novembro a mesma revista elegeu “Factory” como o single da semana.
Com as gravações do álbum de estréia quase finalizado e ainda sem um bom contrato assinado, o The Vines teve sorte, pois o presidente da Capitol Records, Andy Slater, resolveu apostar e assinou com a banda para lançá-los nos EUA. Heavenly Records ficou com a responsabilidade de lançá-los na Inglaterra.

De volta a Sydney, The Vines colocou um anúncio em uma revista de música procurando por um baterista. No anúncio falava: “Oportunidade para baterista com experiência em shows. Pense em Nirvana, The Kinks, Stones Roses”. Trinta pessoas se interessaram incluindo Hamish Rosser, um americano de Nevada, EUA, que na época tocava em uma banda tributo ao The Kinks e que estava de férias na Austrália. Hamish retornou aos EUA rapidamente para alguns compromissos e uma semana depois retornou a Austrália para participar de uma audição com os membros do The Vines, Craig e Patrick.

Em fevereiro de 2002 (depois de quase 6 meses sem se apresentar), o The Vines mandou ver no festival Vic On The Park, realizado em Sydney. A banda neste momento contava com Hamish na bateria (oficializado na banda) e Ryan Griffiths (melhor amigo de Craig) na guitarra acústica. The Vines recebeu elogios rasgados da revista local Drum Media, pela apresentação no festival.

Já em março daquele ano, The Vines seguiu para Inglaterra para quatro pequenas apresentações. Graças a revista New Music Express que estava presente no primeiro show em Brighton e que novamente elogiou a banda como “sensacional, um dos maiores shows que já assistimos”, o The Vines acabou estendendo sua turnê na terra da rainha. Outro que elogiou a banda profundamente foi o vocalista James Dean Bradfield, da banda Manic Street Preachers, que disse: “absolutely fucking amazing”.

Repercutindo super bem, os demais pequenos shows da banda tiveram os ingressos completamente esgotados. Com dois novos shows que foram agendados para Londres e um show extra em Oxford também tiveram todos os ingressos vendidos em poucas horas. Craig e Patrick ainda foram entrevistados pela Radio 1 e XFM de Londres.
Em abril de 2002 a EMI Australia assinou um contrato com a banda para o lançamento do álbum.

Já no dia 5 de abril eles abriram para a banda Doves, no The Astoria. Ainda na Inglaterra eles gravaram versões ‘ao vivo’ para as músicas “Highly Evolved” e “Get Free” para o Top Of The Pops do dia 11. Eles também apareceram nos programas televisivos Later With Jools Holland, e no programa musical CD:UK.

Abril foi um grande mês para o The Vines, que aproveitou para lançar mundialmente o single “Highly Evolved”, que de cara ficou na 32ª posição nas paradas inglesas. Na Austrália a rádio Triple J foi a grande responsável pela excessiva divulgação da banda.
Dando seqüência eles novamente foram para Los Angeles, para gravar seu primeiro vídeo clipe, “Get Free”, e iniciar uma pequena turnê pelos Estados Unidos e Canadá. “Get Free” foi filmado na Chandler Valley Center Studios, em Burbank, Califórnia. Dirigido por Roman Coppola, o clipe foi gravado em 2 dias.

Ainda em LA a banda se apresentou no Coachella Festival, no deserto, e também no famoso Troubadour. Já em Nova York tocaram no Mercury Lounge, e em Washington mandaram ver no festival WHFS. Todos os shows da banda tiveram os ingressos vendidos. Em Toronto, Canadá, mais de 200 pessoas ficaram esperando a noite toda para conseguir um ingresso, pois o local estava abarrotado.

Com resultados surpreendentes nos Estados Unidos, a revista Q Magazine fez uma matéria com a banda. Enquanto isto a música “Get Free” ganhava cada vez mais espaço nas rádios americanas, inclusive na influente college radio KROQ.

O mês de junho de 2002 foi incrível para o The Vines. No dia primeiro (01/06) eles foram capa da revista britânica NME (New Music Express). No dia 15/06 se apresentaram no KROQ Weenie Roast Festival em Los Angeles. No dia 17/06 o single “Get Free” foi lançado mundialmente. Ainda em junho eles embarcaram para mais uma pequena turnê na Inglaterra, incluindo desta vez shows em Sheffield, Manchester, Glasgow, Liverpool, e também um show em Londres promovido pela XFM. Se como tudo isto não bastasse, o The Vines se apresentou no importante festival Glastonbury, no dia 27/06. Como a própria New Music Express declarou: “Triumph is totally theirs”.

No mês seguinte finalmente o The Vines lançou seu tão aguardado álbum de estréia - “Highly Evolved”, lançado no dia 8 de julho na Inglaterra e dia 15/08 no restante do mundo. Assim que lançado o álbum ficou com a 3ª posição nas paradas Inglesas, atrás somente de Oasis e Red Hot Chili Peppers. Com este terceiro lugar o The Vines foi a primeira banda australiana a conseguir figurar no Top 5 da dificílima parada britânica. Já na Austrália eles ficaram com a 5ª posição e nos Estados Unidos com a 11ª.

Com está boa repercussão seria natural revistas do mundo inteiro escrever sobre eles, como por exemplo Rolling Stones Magazine, Q Magazine, The Times, e claro, New Music Express.

Eles foram a primeira banda australiana a aparecer na capa da Rolling Stone em 20 anos (a última foi, er, Men At Work em 1983).
Ainda em julho de 2002 a banda embarcou para uma nova turnê nos Estados Unidos e

Canadá, desta vez começando por Cleveland, Ohio, onde se apresentaram ‘ao vivo’ para a MTV, direto do Rock and Roll Hall of Fame. Foram ainda capa da Q Magazine e participaram do programa televisivo Late Night With Conan O’Brien.

Além da Q Magazine, o The Vines pela ‘segunda vez’ foi capa da New Music Express (20/07/2002). Desta vez a banda teve 6 páginas da revista dedicadas a eles. O curioso é que as páginas se abriam onde se podia ver uma grande imagem do vocalista Craig e diversas setas indicando partes da anatomia do corpo humano. O título dá página foi “Anatomia do Deus do Rock”.

No final da turnê americana o The Vines ainda participou do famosíssimo programa The Late Show With David Letterman, no dia 19 de agosto. No programa eles tocarão “Get Free” e Craig no final da música se atirou com sua guitarra sobre a bateria de Hamish que continuou tocando, uma espécie de tributo a Kurt Cobain do Nirvana.

The Vines depois se mandou para a Inglaterra onde se apresentaram nos festivais Reading e Leeds, nos dias 23 e 24 de agosto. Segundo a New Music Express - “The Vines were very good. Very very very very very good, in fact …”. No mesmo mês, mais precisamente dia 29, voltaram aos Estados Unidos onde fizeram uma performance MTV Video Music Awards, na cidade de Nova York,uma performance para uma audiência global de um bilhão de pessoas.

Depois de um longo período excursionando no exterior o The Vines finalmente retornou a Austrália, onde deram início a uma nova turnê no dia 13/09/2002, em Melbourne. Em apenas 24 horas todos os ingressos para os shows da banda tanto em Melbourne como Sydney se esgotaram. Um segundo show da banda foi programado para ambas as cidades e novamente os ingressos acabaram. Fãs da banda de longa data relembraram neste momento que a oito meses atrás a banda sequer conseguia vender 250 ingressos para que as pessoas os vissem tocar em pequenos pubs em sua cidade natal, Sydney.

Tanto sucesso estava levando a banda a loucura. “‘Todos eles enlouqueceram,’ confessa um amigo íntimo. ‘Eles são espertos e isso afeta as pessoas de maneira diferente. Patrick começou a beber muito, Ryan começou a usar muita droga, Hamish virou um garanhão. Craig é apenas louco.’

Em janeiro de 2003, a aparição da banda no Big Day Out na Austrália foi marcada pela notícia de que a casa de Patrick e Ryan em Sydney (chamada de “The Fun House”) foi totalmente queimada. A dupla deu de ombros. “Eu não levei a sério,” confirma Patrick depois. Ryan - que perdeu tudo que possuía no incêndio - ficou aliviado que as suas cobras de estimação Sonny e Lucy sobreviveram. Mais tarde no mesmo dia, Craig destruiu o gravador da NME quando perguntado se ele achava que a banda estava prestes a se separar.

Quando a banda apareceu no Later… With Jools Holland em maio do último ano, a performance de Craig foi tão louca - ele destruiu a bateria, o microfone e a sua guitarra na primeira música - Lou Reed que estava assistindo declarou: ‘Me fez tão bem ver aquilo. O espírito vive!’ (…) O talento de Craig Nicholls, parece, que traz todo o tipo de complicações.” NME, 28 de fevereiro de 2004.


2004 até os dias atuais

Em março de 2004 a banda lançou seu segundo cd “Winning Days”, um cd não tão celebrado pela crítica como “Highly Evolved”.

“É verdade que o novo álbum fortalece a personalidade do grupo e não é apenas um punhado de singles de vários gêneros diferentes. No entanto, a verdadeira sonoridade do Vines não aparece interessante. Se “Ride” mantém aquele estilo de refrão que vai durar na cabeça por uns bons meses, o restante das músicas é de uma falta de criatividade tão grande que até esconde boas faixas. Caso das belas baladas “Winning Days” e “Rainfall”, prejudicada pelo rock bobão de “Evil Town” e “She’s Got Something To Say To Me.” SET-ABRIL DE 2004

Neste ano Craig estava cada vez mais tornando-se uma pessoa de difícil convivência, seus ataques e sua agressividade cada dia mais constante. O ápice foi um show ao vivo em maio para a radio Triple M. Craig agrediu seriamente um fotografo (os gritos do acidentado pareciam como o de um animal ferido),encerrando o show precocemente, neste dia Patrick pegou um ônibus de volta pra casa, abandonando para sempre a banda.

Shows foram cancelados e Craig foi consultado pelo neurologista Dr. Attwood, que deu o diagnostico: Síndrome de Asperger (trata-se de um distúrbio que causa dificuldades na comunicação, convivência social entre outros problemas, uma forma de autismo mais leve).

Ficou provado que as brigas do vocalista com sua própria banda e as cenas de descontrole protagonizadas nos palcos e fora deles não eram apenas jogadas de marketing ou a tentativa de ser o novo Nirvana, como a critica gostava de dizer por aí.
Muita gente torceu o nariz em relação ao futuro do The Vines e banda passou por um longo recesso. Após um longo recesso dos palcos e dos estúdios de gravação, em 2005 a banda o ano recluso em um estúdio de gravação e em abril de2006 lançaram o Vision Valley, que foi uma resposta muito boa da banda para aqueles que não acreditavam que a abanda ainda teria algum futuro. Eles contaram com a ajuda de Andy Kent (You Am I) para a gravação do baixo no álbum. O cd demonstra um Craig muito mais maduro.

Meses depois Ryan Griffiths conhece Brad Heald em uma festa e ele acaba tornando-se o novo baixista da banda. A banda reergueu-se de forma fantástica nos últimos meses, com ótimos shows e demonstrando um Craig Nicholls mais controlado, mas ainda assim louco (o espírito ainda vive).

No show em Nova Iorque( Bowery Ballroom)em 17 de março de 2008 a banda apresentou novas músicas (Kara Jane, He’s a rocker, Autumn Shade III, True as the Night, Manger, Get Out, Brain Dead e Jamola).

Dia 26 de abril de 2008 eles se apresentaram na MTV Awards Australian com a nova música de trabalho “He’s a Rocker”, e logo depois a versão oficial da música foi lançada no myspace. No dia da apresentação foi leiloado um Playstation 3 com a assinatura da banda e mais The Potbelleez e Wyclef Jean em benefício a Sony Foundation Australia Children’s Holiday Camps.

A banda pretende lançar o quarto álbum em julho na Austrália (ainda sem nome certo, com boatos que sejam Brain Dead) , ainda sem data certa para América, devido ao rompimento da banda com a Capitol (dizem que um dos motivos foi que a gravadora não aceitou que o novo cd tivesse 15 músicas).

Durante o rompimento da banda a Capitol lançou um the Best of da banda, apenas trazendo as músicas dos CDs anteriores (e este dizem ser um dos outros motivos do rompimento da banda com a gravadora, eles não queriam lançar um the Best of).


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Discografia

(2002) Highly Evolved
(2004) Winning Days
(2006) Vision Valley
(2008) Melodia

Clipes

Get Free
Outtathaway
Highly Evolved
Homesick
Ride
Winning Days
Anysound
Don’t Listen to the Radio
Gross Out

Singles

(2001) Hot Leather/Sunchild EP
(2001) Factory EP
(2003) Fuck the World (Promo Only)

(2002) Highly Evolved
(2002) Highly Evolved
(2002) Get Free
(2002) Outtathaway!
(2003) Homesick

(2004) Winning Days
(2004) Ride
(2004) Winning Days

(2006) Vision Valley
(2006) Gross Out (Radio Promo Only)
(2006) Don’t Listen to the Radio
(2006) Anysound
(2007) Dope Train (Video Promo Only)

(2008) Melodia
(2008) He’s a Rocker


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Comunidade no Orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=173832

Link para petição para trazer The Vines ao Brasil:
http://www.petitiononline.com/quw1234/petition.html

Editado por [usuário excluído] em Set 27 2008, 2h06

Fontes (ver histórico)

Biografia - wikipédia (português)
Discografia - wikipédia (inglês)

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