Biografia
Vindos de Orem, Utah, a banda com muito suor e dedicação, abusa da substância e fecha suas mentes para criar um estilo de música próprio.
Tudo começou ainda sem Bert McCracken. Quinn, Jeph e Branden já tinham uma banda, onde Jeph, hoje baixista, era o vocalista. Após algum tempo outros vocalistas foram testados, mas nenhum se encaixava com o estilo que o trio procurava. Foi quando alguns de seus amigos perguntaram: “E o Bert? Vocês já tentaram ele?”. Já no primeiro ensaio do que viria a ser a formação atual do The Used, todos sabiam que a procura pelo vocalista havia acabado. Bert, Quinn, Jeph e Branden iniciavam assim uma das maiores bandas dos nossos dias.
O seu primeiro CD foi gravado em LA na casa e estúdio do produtor John Feldmann e no estúdio Olympic Legendários Studios em Londres (Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin), contém treze faixas e leva intensidade de quatro caras que deram de tudo para uma coisa: a música. Seu esforço é plausível e numa mistura de ritmos, melodias sublimes, letras berradas, vocais dinâmicos e riffs estonteantes. As canções satisfazem por si próprias.
“Maybe Memories” é um jogo de alucinações do cantor Bert McCracken após o efeito de drogas. “A Box Full Of Sharp Objects” sauda uma tomada criativa e “On My Own” é uma balada acústica de um coração em pedaços que grita de dor. “Blue and Yellow” captura um movimento sincronizado na amizade de McCracken com o guitarista Quinn Allman. “The Taste Of Ink” é a pura história da banda.
O segundo, intitulado “Maybe Memories”, foi lançado em 2003 com dez faixas de áudio e um DVD. O cd contém versões ao vivo, demos e gravações não publicadas anteriormente, além de uma faixa gravada com a participação especial de Kelly Osbourne. No DVD foram colocados alguns vídeos caseiros gravados pelos próprios integrantes, um documentário sobre a banda e uma performance ao vivo no Teatro Henry Fonda Music Box, em Los Angeles.
“In Love and Death” é o terceiro cd da banda. Lançado em 2004, o álbum mostra o amadurecimento musical do Used. Combinando as já conhecidas letras com uma grande produção, as músicas são uma grande experiência aos ouvintes.
Para o The Used, a música é praticamente uma fonte da juventude e não pode ser moldada. “Você é preso abaixo de um estilo e logo vão te dizer o que fazer,” diz o batera Branden Steineckert. “você é suposto a caber numa porra de molde toda hora. A música é o único lugar pra botar para fora tudo, fazer o que você quer, ser a pessoa que você é com nenhuma merda de regra.”
Foda-se tudo, disseram eles. Os relacionamentos, os trabalhos e outras responsabilidades foram niveladas. Sobreviveram, literalmente, na bondade dos estranhos. “Nós gastamos horas sem comer, no caminho à garagem do meu irmão só assim nós poderíamos praticar,” revela Steineckert, adicionando épocas magras em que os amigos se fortaleceram dentro da banda e a criatividade floresceu. Havia somente um obstáculo.
A banda precisou de muita persistência para alcançar o sucesso. O som pesado e os fortes vocais de Bert McCracken contrastavam com a grande influência mórmon de sua cidade natal, Fazendo com que ás vezes o quarteto fosse até expulso dos clubes onde fazia shows. “Em muitos dos lugares que nós tocamos, pessoas nos colocaram para fora por causa do jeito que nós tocamos, eu não sei… nós meio que… eu prefiro pensar que foram só algumas pessoas que agiram dessa forma,” Steineckert explica. “Nós simplesmente fomos jogados pra fora e isso é muito.” Suas experiências ao-vivo são certamente viscerais. Cada nota, cada grito e cada pulo carregam a possibilidade de uma dilaceração ou de uma contusão, um sapato perdido, um instrumento danificado ou algo pior. McCracken, que pula no palco, que canta e que grita como se tivesse tendo um ataque epiléptico, deixa cair frequentemente o microfone. “Às vezes, não há nenhum caminho para o inferno em que eu posso manter longe de mim”, ele ri. “Eu amo gritar na cara da platéia e às vezes isso me faz delirar”.
The Used conta com muito berro, letras bem feitas, e Mccracken não economiza energia em suas interpretações, mas sem nunca sair de suas raízes, o post/punk.
Além disso, a falta de dinheiro e moradia também dificultava a vida dos membros do The Used. Bert chegou a morar na casa do guitarrista Quinn Allman pois não tinha onde dormir, resultado da sua antiga dependência de várias drogas.
E toda essa mistura de instintos e força se projetam em um só sentido:
a música.
>>http://www.theusedbr.com/info/bio.php
Editado por Ludy_ em Mai 20 2009, 0h27
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