The Manhattan Transfer foi o resultado de muitos anos e muita persistência do cantor e fundador Tim Hauser (voz:baixo), cuja história remonta a um grupo de “doo-wop” chamado “Criterions” quando Tim ainda tinha 15 anos.

Posteriormente, Tim formou o primeiro Manhattan Transfer com cinco membros e gravou um obscuro disco. Essa primeira versão do grupo acabou em 1971.

The Manhattan Transfer, como o conhecemos, renasceu como quarteto com Janis Siegel (voz:Alto), Laurel Masse (voz:soprano) e Alan Paul (voz:tenor), que se encontraram graças a uma série de felizes coincidências acidentais.

Tim Hauser, para pagar o aluguel, estava trabalhando como chofer de táxi em N.Y. na época, e pegou uma passageira - a soprano Laurel Masse e começaram a falar sobre música e conjuntos vocais.

Em seguida Tim conheceu Janis Siegel através de um conhecido baterista que o levou a assisir Janis no Greenwich Village Coffeehouse, cantando com um grupo chamado “Laurel Canyon.”

Alan Paul tinha participado do elenco do musical “Grease”! O namorado da cantora Laurel era um dos músico da produção, e foi quem indicou Alan Paul.

Já com a nova formação, eles começaram a se apresentar em clubes de New York, Kansas City, Reno , etc. O grande produtor da Atlantic Records - o recém falecido Ahmet Ertegun, grande amigo do nosso Nelsinho Motta, os ouviu num show.

A conseqüência do seu entusiasmo resultou em uma associação que durou muitos anos. Seu primeiro disco intitulado “Manhattan Transfer” teve como grande sucesso a música “Operator”, que chegou a número # 22 no Billboard e foi o primeiro sucesso do grupo,
cuja popularidade cresceu solidamente.

Gravaram novo disco, “Pastiche”, que se tornou notável, uma vez que foi a primeira vez que o grupo colaborou com Jon Hendricks (de Lambert, Hendricks e Ross), e foi o começo de um longo, notável e fecundo relacionamento. No entanto, o disco não vendeu bem. Quiz o destino que Laurel sofresse um acidente de carro em 1978, que cerceou definitivamente suas atividades como cantora, devido a grave fratura no maxilar. O Manhattan Transfer mudou-se para o estado da Califórnia, e começou a busca de uma nova soprano.

Cheryl Bentyne aderiu ao grupo em 1979. Seu pai havia sido um “jazz bandleader e ela tinha cantado com ele, desenvolvendo uma técnica fantástica.

Com Cheryl no grupo, gravaram o seu próximo disco: “Extensions” que foi outro grande sucesso imediato. Além disso, “Extensions” incluía o tema “Birdland”, do Weather Report, composição que se tornou a assinatura do Manhattan Transfer. O grupo ganhou dois Grammy’s por esse álbum, o primeiro de muitos.

O próximo disco “Mecca Para Modernos”, que incluía dois arranjos escritos especialmente para eles por GENE PUERLING (*)”A Nightingale Sang In Berkeley Square” e “Boy From New York City.”

Foi um sucesso de público e crítica, que os agraciou com o Grammy de Melhor Performance Pop por Grupo. “Boy” chegou ao sétimo lugar na Billboard.

Lançaram a seguir alguns albuns que passaram despercebidos e não fizeram qualquer sucesso (“Bodies and Souls” e “Bop Doo Wopp”).

Diante das vendas decepcionantes, o grupo não viu mais qualquer razão para prosseguir naquela orientação comercial imposta pela produção e decidiu voltar para a música que eles sentiam era a sua mais forte mesmo, e para o qual eles tinham uma capacidade superior à dos grupos contemporâneos.

Com a colaboração de Jon Hendricks e Richie Cole, utilizando a técnica do vocalese - cantando letras sobre Jazz solos - o álbum, se intitulou, naturalmente “Vocalese”.

O grupo modelou seu estilo de “voicings” com base na grande banda de Count Basie, e esta abordagem culminou com um triunfo. Eles receberam doze indicações para o Grammy e “Vocalese” ganhou três.

Depois gravaram um outro excelente album, “Brasil”; foi uma exploração dos texturas e ritmos brasileiiros justapostos com Jazz. O grupo trabalhou com músicos e compositores brasileiros, como Milton Nascimento, Ivan Lins, Djavan, Toninho Horta, Oscar Castro Neves, etc.

Sua gravação mais recente, “Swing”, foi uma homenagem à música dos anos 1930 e 1940, e ninguém poderia fazê-lo melhor do que eles, tanto que a gravação de “Java Jive” ficou em 1º lugar na Billboard Jazz Chart.

E agora, depois de tantos anos de sucesso? Só o tempo dirá, como é óbvio, mas os quatro cantores continuam a ser parceiros pessoais e profissionais, e, sem dúvida, uma fonte de inspiração para todos os que os ouvem.

Além disso suas carreiras solo vão muito bem, obrigado.

Editado por larsan44 em Mar 1 2008, 19h24

Todos os textos enviados pelos usuários nesta página estão disponíveis sob a licença Creative Commons Attribution/Share-Alike.
Os textos também estão disponíveis sob a Licença de documentação livre GNU.

Ficha do artista

Gerado a partir de fatos marcados na wiki.

Não existe informação sobre este artista

Você está vendo a versão 1. Veja versões mais antigas, ou discuta esta wiki.

Você também pode ver uma lista de todas as alterações recentes na wiki.