Biografia

Formada em 1989, na pequena cidade de Oss, Países Baixos, tinha uma proposta voltada para o metal extremo, com nítidas influências dos grupos Hellhammer e Celtic Frost. The Gathering é atualmente um dos ícones de uma das facetas do rock que mais se expandem e que a imprensa rotulou de music.

O título já se estabeleceu. São bandas que desenvolvem sons mais calmos, melodiosos, lentos, beirando as fronteiras da new age, mas sem tanta ênfase nas partes eletrônicas e com raízes metal bastante aparentes.

Em junho de 1992 a história do The Gathering teve o passo inicial com o lançamento de Always…, um disco que teve muita aceitação no fervilhante mercado do metal na Europa. Mas algo incomodava René Rutten, líder e guitarrista do grupo, que ainda estava descontente com a linha musical adotada, com muito peso. Por isso, Almost a Dance, o disco seguinte já foi um trabalho menos calcado em guitarras, o que resultou na conquista de novos públicos.

Ainda descontente, Rutten queria inovar na parte vocal do The Gathering. Foi aí que apareceu a bela figura de Anneke Van Giersbergen, uma talentosa jovem de 21 anos que era amiga de um conhecido do grupo, uma pessoa que já havia falado da banda para ela assim que “Always” foi lançado. Anneke nunca havia se interessado em ir aos shows do The Gathering, até porque ela nunca foi fã de metal mais pesado. Mas quando o mesmo amigo a avisou que Rutten precisava de alguém para assumir os vocais da banda, o encontro foi inevitável.

Sua personalidade e visão musical encaixaram-se facilmente no grupo. Com ela também afloraram outras influências até então mal aproveitadas e o The Gathering assumiu suas raízes menos agressivas, principalmente Pink Floyd e Dead Can Dance, além de destacar mais a voz de Anneke, que passou a compor quase todas as letras.

A banda assinou contrato com a gravadora alemã Century Media e lançou Mandylion em 1996, com a produção feita por Waldemar Sorychta (que já havia produzido Tiamat, Moonspell e Sentenced, entre outros). O disco já apresentou os primeiros sinais da mudança desejada, mas ainda trazia resquícios dos seus antecessores. O ano foi dedicado aos shows pela Europa, incluindo participações em grandes festivais, como o Dynamo Open Air e o Pink Pop.

No ano seguinte, a banda voltou ao estúdio e compôs o excelente Nighttime Birds, um CD carregado de momentos transcendentais e intimistas. Um trabalho exemplar e fundamental para a cena da música atmosférica. Anneke chegou a compor alguns arranjos para guitarra na faixa Shrink, mas durante a edição final, optou-se por fazê-los com teclados.

A criatividade do The Gathering - que reúne também o irmão de René, Hans Rutten, na bateria; Hugo Prinsen Geerligs no baixo e Frank Boeijen nos teclados e na programação - iniciou uma escalada incontrolável e, um ano e meio depois, How to Measure a Planet? chegou às lojas do mundo todo.

A produção desta vez coube a Attie Bauw (responsável por discos do Fight e Scorpions), que guiou o grupo na difícil tarefa de compor um álbum duplo, no caso, o primeiro de estúdio lançado pela Century Media. Nesta fase, a banda perdeu o guitarrista Jelmer Wiersma, que se cansou do estilo e pediu as contas. A separação foi amigável e ele ainda mantém contato com os ex-parceiros. Atualmente, Wiersma vem trabalhando com música eletrônica e como engenheiro de som.

“How To Measure A Planet?” causou certa surpresa não só pelo fato de ser duplo, mas, também, por flertar levemente com influências ainda mais leves. Não faltaram comparações com bandas como Massive Attack e Radiohead que, por sinal, é assumidamente um dos preferidos de Anneke. Na parte lírica também surgiram mudanças, já que a vocalista passou a falar sobre vários outros temas em geral.

No tour, a banda teve a chance de tocar nos Estados Unidos. Mas as expectativas não se cumpriram por completo, já que muitos problemas aconteceram durante a viagem, com um show sendo cancelado simplesmente porque o retorno de som não funcionava no palco. Além das falhas no sistema de amplificação, o conjunto ainda se decepcionou mais quando chegou ao Colorado. Cansados de uma extensa viagem, foram surpreendidos ao chegar no local e não encontrarem sequer alguém da produção do show para recepcioná-los. Sem comida ou água, estafados com o forte calor, os músicos sentiram-se tratados como animais.

Apesar disso, todos sentiram que era hora de coroar a fase com um algo a mais. Rutten não teve dúvidas, definiu que era chegado o momento para um registro oficial ao vivo. Superheat retrata bem as grandes performances em shows, quer seja em festivais enormes ou em pequenos clubes. Baseado principalmente nos dois álbuns antecessores, “Superheat” deixou de lado muitas faixas mais antigas por pura inexistência de material gravado com qualidade suficiente para um disco ao vivo. A banda lamenta o fato, mas preferiu oferecer as gravações de shows mais recentes, em apresentações específicas para o disco.

A criatividade estava transbordando e, depois de lançarem “How To Measure A Planet?” e “Superheat” em 1999, os integrantes do The Gathering já voltaram ao estúdio. Em If_then_else, que chegou às lojas em julho do ano 2000, Rutten pôde ousar mais ainda, fazendo as gravações em dois pequenos estúdios na Holanda, com todas as faixas sendo tocadas em um só take. Tudo ficou praticamente “ao vivo” no disco, que explora com maestria as canções calmas, algumas experimentações com sons eletrônicos e doses discretas do peso metálico.

Atravessando uma etapa delicada em sua vida pessoal, Anneke também experimentou algumas mudanças em sua forma de cantar e compor. O término de seu noivado refletiu muito em algumas letras, com a cantora trabalhando até 15 horas por dia no estúdio. O esforço resultou em um disco bem pessoal, de alto nível, além de ter enchido de esperanças muitos fãs. Charmosa e dona de uma voz por vezes angelical, Anneke arrebata muitos corações ao redor do mundo, recebendo muitas cartas, algumas discretas, outras apaixonadas. Ela até já se acostumou com as propostas de casamento que volta e meia chegam às suas mãos pelo correio.

Recentemente, Anneke deixou o The Gathering, deixando milhares de fãs inconsoláveis. Alegou ter vontade de seguir com seu projeto novo, Agua de Annique. Não houve tensão em sua saída, apenas muita tristeza.

Em Março de 2009, após 3 anos sem novas músicas da banda, The Gathering apresenta a nova vocalista, Silje Wergeland (ex-Octavia Sperati) e o novo álbum The West Pole.

O décimo álbum da banda é bem atmosférico e fortemente guiado pelas guitarras (ao invés da bateria, como aconteceu nos últimos 2 álbuns, Home e Souvenirs), além de possuir novíssimos elementos, como instrumentos inusitados e a energia da voz metálica de Silge. Também há a participação das cantoras Anne van den Hoogen e Marcela Bovio (Stream of Passion). The West Pole foi produzido pelo guitarrista René Rutten e mixado/masterizado por Zlaya Hadzich (que também produziu Souvenirs) e René.

Membros atuais do The Gathering:
Silje Wergeland - Vocais
René Rutten - Guitarra
Hans Rutten - Bateria e Percussão
Marjolein Kooijman - Baixo
Frank Boeijen - Teclados e Programação

Antigos membros do The Gathering:
Bart Smits - Vocais
Marike Groot - Vocais
Niels Duffhuës - Vocais e Guitarra acústica
Martine Van Loon - Vocais
Jelmer Wiersma - Guitarra
Hugo Prinsen Geerlings - Baixo
Anneke van Giersbergen - Vocais

Editado por LE0_ em Mar 12 2009, 12h47

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Ficha do artista

Gerado a partir de fatos marcados na wiki.

Formada em
  • 1989
Fundada em
  • Oss, Países Baixos
Membros da banda

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