Biografia

Eis os Globetroters do universo post-rock e o primeiro super-grupo do género. Compostos por membros dos Isis e Neurosis, os Red Sparowes, não envergonham as bandas embrionárias.
A par dos Mogwai e dos Godspeed You! Black Emperor, os Isis e os Neurosis (principalmente estes) podem ser responsabilizados pela quantidade de bandas que entretanto se formaram e que provam que o rock pesado/metal pode também ser contemplativo e imaginativo. Conjuntamente com os Explosions In The Sky, Pelican ou Jesu, as bandas acima citadas conseguem atrair aqueles que regra geral não andam muito a par destas sonoridades.Assim, talvez os ouvintes possam descobrir outros nomes ou sentirem-se atraídos por um género (neste caso sub-género) muitas vezes olhado de lado – no imaginário comum ainda as calças justas, os ténis-bota brancos e a ideia que o pessoal quando está a curtir o som, está sempre a dizer que sim…

Partilhando digressões e camionetas, os membros dos Isis e Neurosis aos quais se juntaram Greg Burns (guitarra) e Dana Berkowitz (bateria), começaram a ensaiar juntos e assim foi nascendo o projecto Red Sparowes. O nome da banda e o conceito do disco foram inspirados em “Preludes”, um poema de T.S. Eliot. Os títulos das músicas, esses, estão todos ligados à História da Terra, e à ideia, defendida por alguns cientistas, de já ter havido cinco extinções massivas, provocadas por choques de cometas que alteraram a temperatura do planeta e de, no momento presente, estarmos a viver a sexta extinção, a primeira causada inteiramente pelo Homem.

Quem conhece o universo musical das bandas citadas sabe o que esperar, isto é, músicas normalmente com duração acima dos seis minutos, com altos e baixos no que concerne à vivacidade, peso e emotividade contida dentro de cada tema e uma ocasional parte vocal. Em suma, música que delicia quem lhe dá a atenção devida e que se torna perfeita num final de noite ou num amanhecer cinzento.

Musicalmente falando, o disco de estreia dos Red Sparowes funde o peso dos Neurosis à plenitude sonora dos Isis, juntando-lhe um pouco da emotividade dos Explosions In The Sky. “At The Soundless Dawn” é um disco bastante luminoso que nos faz sentir vontade de contemplar belas paisagens, sejam florestais ou desérticas. Pena é, muita pena mesmo, que muitas destas bandas (com excepção dos Mogwai, GY!BE e EITS) continuem a passar ao lado dos palcos portugueses.




Pedro Miguel Guimarães
(Mondo Bizarre # 22)

Editado por [usuário excluído] em Mar 30 2010, 21h48

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