Biografia

A fria Noruega foi o berço do Old Man’s Child que, em 1993, chamava-se Requiem. O grupo surgiu entre amigos que queriam apenas tocar covers de Slayer e Metallica. Logo o direcionamento musical foi sendo guiado para algo mais extremo, aproximando-se muito do death metal ‘old school’. Uma demo tape até chegou a ser gravada, mas não obteve repercussão. Ficou claro que a velocidade do death não era o caminho para o Requiem. Algo mais parecia estar errado e foi preciso que Thomas Rune Andersen e Kenneth Åkesson alterassem o nome do grupo e o seu estilo. Agora com pseudônimos, os integrantes do Old Man’s Child entraram no mundo black metal. Thomas passou a ser Galder, e Kenneth, Tjodalv.

Ele e Jardar (na verdade, Jon Øyvind Andersen) tiveram que prestar serviço militar antes do grupo poder fazer algo mais concreto. Só depois disso, em novembro de 1994, com novos ensaios, surgiu a primeira demo tape, “In The Shades Of Life”,que marcou ainda o envolvimento do Old Man’s Child com a banda Dimmu Borgir, de onde veio o baixista Brynjard Tristan. A fita não teve um lançamento oficial, mas chamou a atenção da pequena gravadora Hot Records. No final de 1995 a banda entrou em estúdio para gravar “Born Of The Flickering” e recebeu críticas altamente positivas. Apesar do futuro ser promissor, Tjodalv deixou os companheiros e entrou no Dimmu Borgir, dando continuidade ao envolvimento entre os dois grupos que se prolongaria por muitos anos. Tony entrou no seu lugar e acompanhou a grande fase que estava iniciando.

Finalmente, em 1996, o Old Man’s Child conseguiu lançar sua demo e, além disso, foi contratado pela Century Media Records. Entusiasmada com o potencial do grupo, a gravadora resolveu relançar “Born Of The Flickering”. O disco saiu em formato ‘digipack’, com um acabamento refinado e um trabalho de arte todo refeito. A escalada havia apenas começado. Galder, que já estava se tornando a alma do Old Man’s Child, gravou “The Pagan Prosperity” em meio a novos problemas com a formação durante o ano de 1997. O estilo despojado e descompromissado de Grusom fizeram com que Galder o demitisse.

Piorando ainda mais a situação, no ano seguinte aconteceu o colapso total, com Tony saindo do grupo porque não conseguia tocar os arranjos de bateria e Gonde sendo expulso por causa do seu envolvimento com drogas. Jardar também abandonou a banda, mas isso tudo não desanimou Galder. Pelo contrário, ele compôs material para um novo álbum e gravou voz, baixo e guitarras, deixando apenas a bateria para um convidado muito especial: Gene Hoglan, que tocou no Dark Angel, Testament, Death e Strapping Young Lad. O resultado foi “Ill-Natured Spiritual Invasion”, um dos melhores discos da história do black metal.

Com este disco, o Old Man’s Child fechou um ciclo árduo. O número de fãs cresceu consideravelmente e Jardar e Tjodalv acabaram retornando. Com esta formação, o grupo foi para a Suécia gravar seu próximo trabalho. Memnoch assumiu o baixo e a produção ficou por conta de Peter Tägtgren, no estúdio Abyss. De fôlego renovado, Galder pôde então criar “Revelation 666 - The Curse Of Damnation” que trouxe toda a essência do Old Man’s Child, mostrando um potencial para até renovar o estilo, que beira a saturação. Em paralelo a isso, a história da banda se fundiu de vez com a do Dimmu Borgir, com quem o Old Man’s Child já havia divivido o ‘split-álbum’ “Sons Of Satan” no início da carreira.

Em agosto de 2000, Galder anunciou que estava entrando para a formação oficial do Dimmu Borgir. Um verdadeiro ‘workaholic’, o músico não vai acabar com o seu projeto original em respeito aos fãs e a si mesmo. Depois de praticamente três anos desde o lançamento do álbum “Revelation 666 - The Curse of Damnation”, de 2000, é lançado “In Defiance of Existence”, disco que foi muito esperado pelos fãs.

Durante este tempo, o vocalista, guitarrista, tecladista e principal membro da banda, Galder, se manteve ocupado tocando guitarra junto com seus comparsas do Dimmu Borgir, e enquanto excursionava pelo mundo, conheceu o baterista Nicholas Barker (Dimmu Borgir, Lock Up, Cradle of Filth, só para mencionar algumas bandas), ambos trabalharam tão bem juntos que Nicholas foi convidado a entrar no Old Man’s Child, uma banda que sempre procurou um baterista capaz de tocar as velozes e insanas músicas da banda e ainda ter o groove necessário em algumas passagens. Além dos dois, Jardar foi novamente chamado e entrou para o grupo para participar do processo de criação, gravação e lançamento do álbum “In Defiance of Existence”.

Editado por [usuário excluído] em Jul 7 2010, 2h19

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