Biografia
No fim de 1994, já contando com uma formação estável devido ao recrutamento do baterista Van Williams e do ex-guitarrista do Sanctuary, Jeff Loomis, o Nevermore acaba por atrair a atenção do produtor Neil Kernon (Queensryche, Judas Priest, Flotsam & Jetsam, Yes, Rolling Stones, Journey) que, acreditando no potencial da banda, assume o risco de gravar o material por conta própria. O primeiro álbum, Nevermore, sai pela Century Media Records em 1995 e recebe críticas positivas da mídia especializada, rendendo à banda uma turnê européia com o Blind Guardian e uma turnê norte-americana com o Death.
A adição do guitarrista Pat O’Brien viria a acontecer pouco antes do lançamento do EP In Memory em 1996. O’Brien ainda participou das gravações do álbum seguinte - Politics Of Esctasy em 1996, pouco antes de deixar a banda para integrar a banda de Death Metal Cannibal Corpse. Tim Calvert, que já tinha participado da composição de algumas músicas do Nevermore passa a integrar a banda a partir da saída de O’Brien.
Em 1999 o Nevermore lança Dreaming Neon Black, depois de três anos sem lançar nenhum disco. Sendo muito bem recebido pela crítica, o álbum narra a história de um homem em seu lento declínio em direção à loucura após a morte da única mulher que amara. As faixas apresentam uma gama variada de estilos, partindo de músicas lentas e melancólicas até músicas mais agressivas e progressivas. Warrel Dane é outra vez o destaque, imprimindo sua marca na interpretação por vezes melancólica, por vezes desesperada das letras que refletem o conceito de algumas músicas do álbum: a experiência de Dane com sua namorada, desaparecida (provavelmente morta) após se unir a uma seita religiosa.
Uma longa turnê se seguiu, com o Nevermore tocando com diversas bandas de renome como Mercyful Fate, Arch Enemy e Iced Earth. Ao fim da turnê, em 2000, o guitarrista Tim Calvert anuncia a sua saída amigável da banda alegando razões pessoais. Ao invés de procurar um substituto, a banda decide continuar como um quarteto, usando os préstimos de um guitarrista convidado para eventuais turnês.
Em 2001 o Nevermore entra em estúdio para gravar Dead Heart in a Dead World sob o comando de Andy Sneap - destaque para a faixa Believe in Nothing. A sonoridade se torna ainda mais pesada devido a utilização de guitarras de 7 cordas. Após o lançamento do álbum (que outra vez recebeu críticas super-positivas da mídia especializada), a banda sai em turnê e passa pelo Brasil fazendo dois shows numa mini-turnê com a banda Krisiun.
O quinto álbum, Enemies of Reality, permanece em produção por mais de um ano e é lançado em meados de 2003. Apesar do álbum mostrar um Nevermore cada vez mais técnico e agressivo, a produção do álbum , que ficara a cargo do renomado produtor Kelly Gray, não agrada. As críticas são tantas que a banda decide, em 2004, entregar a re-masterização do material à Andy Sneap. O resultado, nitidamente melhor, pode ser conferido no relançamento do álbum (com uma capa ligeiramente diferente). Neste ínterim, a banda passa a ser um quinteto novamente com a adição do guitarrista Steve Smyth (ex-Testament/Vicious Rumours).
Em julho de 2005 a banda lança This Godless Endeavor, aclamado por muitos como o melhor trabalho da banda até agora. O álbum mescla com maestria elementos dos três últimos (e mais bem-sucedidos) álbuns. A melancolia de Dreaming Neon Black, o peso de Dead Heart in a Dead World e o lado mais técnico de Enemies of Reality. Tudo isso recheado por letras críticas e reflexivas sobre temas que abrangem religião, sociologia e política. Logo após o lançamento a banda sai em turnê com o festival intinerante Gigantour (capitaneado por Dave Mustaine do Megadeth) sendo uma das suas principais atrações.
Editado por cadumarques em Ago 29 2008, 16h16
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