Biografia

O caminho de Mafalda Veiga começou bem antes do sucesso incontestável do álbum “Pássaros do Sul”. Nascida em Lisboa, a cantora então com apenas oito anos foi viver para Espanha com os pais, onde permaneceu até 1980. A iniciação à composição foi feita com o tio, Pedro da Veiga, guitarrista que chegou a acompanhar o fadista Nuno da Câmara Pereira .

As primeiras criações de Mafalda surgiram em 1983, nomeadamente aquele que foi considerado como o seu primeiro tema, “Velho”. E foi precisamente com essa canção que Mafalda alcançou o triunfo no Festival da Canção da cidade de Silves, em 1984. A continuação em pleno na música ficou por momentos suspensa, depois da cantora entrar para a Faculdade de Letras em Lisboa, para o curso de Línguas e Literaturas Modernas. Só passados dois anos é que Mafalda regressou à actividade, quando gravou algumas maquetas com a ajuda de António Ferro e António Vacas de Carvalho, para além de, no ano seguinte, ter surgido ao lado de Nuno da Câmara Pereira em duas apresentações ao vivo.

“Pássaros do Sul”, o álbum de estreia apareceu no mercado, com produção do Trovante Manuel Faria, tinha a cantora apenas 21 anos. O sucesso foi de tal ordem que o registo chegou, em pouco tempo, à marca das 10 mil cópias vendidas. O êxito motivou a gravação de um novo conjunto de originais, com o título “Cantar”, editado em 1988, de novo com produção de Manuel Faria. O disco não seguiu a carreira triunfal do primeiro e Mafalda preferiu então fazer uma paragem, sem, no entanto, ter deixado de dar muitos concertos. Destaca-se, neste período, a actuação como convidada nos derradeiros concertos dos Trovante. O retorno concretizou-se em 1992, no álbum “Nada Se Repete”.

O dueto protagonizado com Luís Represas no tema “Fragilidade”, e a faixa “Ilha”, trouxeram de novo o sucesso.

Mais quatro anos foi o tempo necessário para o lançamento de “A Cor Da Fogueira”, já no catálogo da Strauss. Um disco de viragem e de mudança de produtor. O eleito foi José Sarmento. Durante esse período, Mafalda apresentou-se em Cabo Verde e Macau.

Em 1999, a cantora regressou com “Tatuagem” (produção de Manuel Paulo da Ala dos Namorados). O destaque foi então para o primeiro single, “Tatuagens”, um tema cantado com Jorge Palma. A edição de “Mafalda Veiga Ao Vivo”, gravado durante dois concertos (esgotados) no Centro Cultural de Belém e um no Rivoli do Porto, foi editado no ano 2000 e foi a mola impulsionadora para um ano de 2001 repleto de concertos.

No início do ano, compôs 4 temas para “Olhos de Água” (série da TVI) e está já a preparar o seu próximo álbum de originais.

Em 2002, ano em que completou 15 anos de carreira, Mafalda Veiga participou no mais recente disco de André Sardet, com o tema “Hoje Vou Ficar”. No início de 2003, a cantora deslocou-se ao Brasil para participar em dois episódios da novela “Sabor da Paixão”, interpretando ao vivo algumas das suas canções, que também fazem parte da banda-sonora.
Março de 2003 marca o regresso da cantora aos discos, com “Na Alma e Na Pele”, que contou com a produção do ex-baixista dos Silence 4, Rui Costa. Constituido por onze canções originais, onde se destaca o single de apresentação, “Uma Gota”, o álbum conta também com uma faixa interactiva com imagens de estúdio e um filme brilhantemente concebido e desenhado pela Joana Miguéis que ilustra a história da canção “O Menino do Piano”.

Durante esse ano, Mafalda Veiga esteve em digressão nacional, com natural destaque para as presenças no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
Foi um desse espectáculos, realizado no dia 5 de Outubro, que serviu para a gravação do seu primeiro DVD, apropriadamente intitulado “Coliseu, Lisboa, 5 de Outubro”.

A saída do registo duplo fecha em beleza um ano em cheio para Mafalda Veiga, depois dos concertos de Aveiro (no âmbito das Festas da Cidade para o Euro 2004, com a presença de Suzanne Vega), da Queima das Fitas de Coimbra, do Festival Maré de Agosto e de um memorável espectáculo no Coliseu do Porto.

Também em Dezembro, é editado o primeiro songbook de Mafalda Veiga, com a responsabilidade da Quasi Edições.

Em 2005 chega ao mercado, igualmente com o selo da Quasi Edições, o primeiro conto infantil da artista. “O carocho pirilampo que tinha medo de voar” é o nome da obra, que integra a colecção “Tempo dos mais novos”, feita em parceria com o Jornal de Notícias.

Da preenchida agenda de concertos da cantora nesse ano, destaque para as actuações nos Concertos Íntimos em São Miguel e Terceira, nos Açores, a participação no Optimus Open Air, a reabertura do Jardim da Sereia, em Coimbra, uma passagem pelo Casino Estoril e as Queimas das Fitas de Lisboa e de Vila Real.

A 20 de Outubro desse ano a Rádio Central FM de Leiria distingue Mafalda Veiga com o Prémio Carreira Prestígio.

Em 2006 a cantora de ‘Fim Do Dia’ dedica-se, essencialmente, à composição.

Em Setembro desse mesmo ano, a artista junta-se a João Pedro Pais para um concerto no Centro Olga Cadaval, em Sintra. Dessa colaboração nasce a ideia de gravar um disco, o que acontece em Janeiro de 2007, nos estúdios da Valentim de Carvalho, em Lisboa.

“Lado a Lado” é o resultado dessa parceria, editada alguns meses depois. Do alinhamento constam temas dos dois artistas, interpretados ao vivo com novos arranjos, tais como ‘Tatuagens’, ‘Cada Lugar Teu’ e ‘Louco por Ti’ e, ainda, versões de originais de outros cantautores portugueses e brasileiros, como Fausto e Lenine. A acompanhar o disco é editado, como extra, um DVD que inclui os vídeos de cinco temas.

O projecto “Lado A Lado” deu origem a uma digressão conjunta, que incluiu uma edição do “Concerto Mais Pequeno do Mundo”, da Rádio Comercial, e espectáculos no festival Delta Tejo e nos Coliseus de Lisboa e Porto, estes últimos com as participações especiais de Fausto, José Mário Branco e Jorge Palma.

“You must risk something that matters” (Tom Waits) é uma das filosofias de vida de Mafalda Veiga, que regressa às edições em nome próprio em Abril de 2008, com a edição do álbum “Chão”, apresentado pelo single ‘Estrada’. ‘Abraça-me Bem’ e ‘Era Uma Vez Um Pensamento Teu’ são outros temas do disco, co-produzido pela própria, em parceria com Miguel Ferreira, um dos elementos e membro fundador dos Clã. “Chão” é descrito por Mafalda como um trabalho mais orgânico e despido de pesos electrónicos, no qual teve como propósito deixar brilhar a sua voz e cada uma das canções.

Editado por antonio_costa em Abr 17 2010, 18h35

Todos os textos enviados pelos usuários nesta página estão disponíveis sob a licença Creative Commons Attribution/Share-Alike.
Os textos também estão disponíveis sob a Licença de documentação livre GNU.

Ficha do artista

Gerado a partir de fatos marcados na wiki.

Não existe informação sobre este artista

Você está vendo a versão 3. Veja versões mais antigas, ou discuta esta wiki.

Você também pode ver uma lista de todas as alterações recentes na wiki.

Mais informações

De outras fontes.

Links
Gravadoras