Jay-Z

Biografia

Data de Nascimento:04-10-1970
Local de Nascimento:Brooklyn, Nova Iorque
Nome Verdadeiro:Shawn Carter
País de Origem:EUA

No início do século XXI, Jay-Z é considerado um dos mais prolíficos rappers norte-americanos de todos os tempos. O facto de, em sete anos, ter lançado sete álbuns, e o pormenor de liderar a sua própria editora ajudam a explicar o estatuto, e talvez a vontade que o músico tem manifestado de abandonar o mundo dos discos, por sentir que já alcançou grande parte dos seus objectivos nessa área.
O percurso artístico de Jay-Z remonta, no entanto, ao bairro pobre de Brooklyn, onde o jovem se habituou a ser, desde muito cedo, o ganha-pão de um lar marcado pelo abandono do Pai. Foi nas ruas e em negócios nem sempre lícitos que Shawn Carter, ou Jazzy, como era conhecido na altura, começou a assegurar a sobrevivência da família e a travar contacto com o mundo do hip hop. Jaz-O, aka Big Jaz, rapper de Nova Iorque com quem Jay-Z se viria a cruzar, elucidou-o quanto aos meandros da indústria discográfica. Os primeiros passos do rapper viriam a dar-se numa banda chamada Original Flavor; a individualidade do artista não tardou, porém, a sobrepor-se, tomando o músico a arriscada decisão de criar a sua própria editora, à qual chamou Roc-a-Fella Records. Por ter encontrado uma distribuidora à altura - primeiro, a Priority Records; mais tarde, a Def Jam - a estratégia resultou, e em pouco tempo Jay-Z tinha nas lojas “Reasonable Doubt”, o seu álbum de estreia.
Visto por muitos fãs como o melhor momento de uma obra extensa, o primeiro disco do norte-americano deu origem a singles de sucesso como “Ain’t No Nigga”, faixa na qual Jay-Z surge em dueto com Foxy Brown, apresentando ainda os nomes de Notorious B.I.G., DJ Premier e Mary J. Blige entre os convidados. Apenas um ano depois, Jay-Z lançava “In My Lifetime”, cuja performance comercial suplantou a de “Reasonable Doubt”, entrando directamente para o número três do top de vendas dos EUA. Mais próximo da pop do que do gangsta rap, “In My Lifetime” contou com a participação de Puff Daddy e Teddy Rilley, bem como com “Sunshine” e “The City Is Mine”, chamativos singles que fizeram miséria nas rádios norte-americanas. Em 1998, “Vol. 2: Hard Knock Life” confirmou a direcção, mais acessível e comercial, do som de Jay-Z, capaz de retirar de um só disco seis singles de sucesso. Em “Vol. 3: Life and Times of S. Carter”, a predominância de convidados (quase um vocalista por tema, aparte os produtores de renome, que ajudaram também ao resultado final) deu origem a algumas críticas, por parte dos fãs de Jay-Z. Apesar de vender largos milhares de cópias na semana em que foi lançado, “Vol. 3: Life and Times of S. Carter” não gerou tantos singles como os discos que o antecederam; o público do rapper, por seu turno, manifestava o desejo de ouvir o talento de Jay-Z, ao invés do dos seus convidados.
A resposta do músico apareceu em 2000, sob a forma de “Dynasty Roc la Familia”. Inicialmente pensado como uma compilação dos artistas da Roc-a-Fella Records, o trabalho conta com a colaboração de estrelas como Snoop Dogg, Scarface e R. Kelly, mas dá também voz aos novos talentos da editora de Jay-Z. Dentre as faixas do seu quinto álbum, a mais popular terá sido “I Just Wanna Love U (Give It 2 Me)”, produzida pelos Neptunes, que anos mais tarde se tornariam quase omnipresentes em discos de rap, mas também de pop e rock. “The Blueprint”, lançado em 2001, cimentou a posição de Jay-Z como um dos mais influentes rappers de Nova Iorque, capitalizando também a sua rivalidade com Prodigy, dos Mobb Deep, e Nas, ridicularizados na faixa “Takeover”. A crítica daria direito a resposta, por parte de Nas, e contra-resposta, fazendo da luta de egos entre ambos uma fonte de inesgotável publicidade para os dois artistas.
Além de Eminem, que dá o seu contributo à música “Renegade”, poucos são os convidados do sexto álbum de Jay-Z, o que lhe valeu uma boa reacção por parte da crítica, segundo a qual “The Blueprint” é, porventura, o trabalho mais pessoal do rapper desde a estreia, com “Reasonable Doubt”. No mesmo ano, porém, chegaram às lojas um MTV Unplugged e “Best of Both Worlds”, álbum de R Kelly para o qual Jay-Z foi chamado; a menor qualidade destes registos fez com que alguns o acusassem de apostar na quantidade, ao invés de valorizar a qualidade. No final de 2002, entretanto, o músico lançou “The Blueprint2: The Gift & The Curse”, uma sequela em formato de disco duplo, na qual Jay-Z se voltou a rodear de convidados como Big Boi, dos Outkast, Beyonce Knowles, das Destiny’s Child, e Lenny Kravitz. Poucos meses depois, o artista por detrás de linhas de roupa, digressões lucrativas e filmes de grande envergadura mostrou-se enfadado com o mundo da música, admitindo poder vir a mudar de ramo e dedicar-se à Sétima Arte.
Em 2003, Jay-Z colabora no tema ‘Crazy In Love’, de Beyoncé, e no vídeo dos Neptunes, ‘Frontin’.
Seguiu-se o anúncio de que abandonaria a música após a edição de mais um álbum. O último disco de originais de Jay-Z chama-se, então, “The Black Album” e alcançou o pódio das tabelas de vendas de todo o mundo, em 2003.
Em 2004, porém, o rapper falta ao prometido e lança o álbum “Collision Course” com os Linkin Park, misturando temas de sucesso de ambos os projectos.


** Discografia
American Gangster (2007)
Kingdom Come (2006)
Unfinished Business (2004) 4 milhões de cópias vendidas
Collision Course (2004) 3 milhões de cópias vendidas
The Black Album (2003) 3 milhões de cópias vendidas
Blueprint 2.1 (2003) 5 milhões de cópias vendidas
Blueprint 2: The Gift & the Curse (2001) 2 milhões de cópias vendidas
MTV Unplugged (2001) 3 milhões de cópias vendidas
The Blueprint (2001) 3 milhões de cópias vendidas
The Dynasty Roc la Família (2000) 4 milhões de cópias vendidas
Life and Times of S. Carter - Vol. 3 (1999) 2 milhões de cópias vendidas
Hard Knock Life - Vol. 2 (1999) 2 milhões de cópias vendidas
In My Lifetime - Vol. 1 (1997) 2 milhões de cópias vendidas
Reasonable Doubt (1996) 3 milhões de cópias vendidas

Editado por lob_home em Ago 2 2008, 23h20

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