Biografia
Nascido no meio musical, aos 10 anos já tocava violão e gravava jingles. Formou-se em publicidade na FAAP e como ator no Teatro Escola Célia Helena, mas a música sempre exerceu forte chamado em sua vida.
Protagonizou em 2000 o musical Cazas de Cazuza, dirigido por Rodrigo Pitta, e que tinha no elenco Vanessa Gerbeli, Lulo Scroback e Bukassa Kabengele. Depois do sucesso do musical,lançou seu primeiro disco, Nem Tão São, de forma independente. Deste disco, gravou 2 clipes com dinheiro próprio: “A Miragem” e “Aponta de um Iceberg”.
Em 2004 gravou seu segundo álbum, “Vendo a Mim Mesmo”, com 13 faixas. Desse álbum saiu seu terceiro clipe, para a música “Pode Agradecer”, obtendo destaque novamente na MTV.
Seu terceiro álbum, “Você Não Me Conhece”, lançado em 2005 pela gravadora EMI, contou com um repertório original e teve como singles as faixas “Cotidiano de Um Casal Feliz” e “A Falta que a Falta Faz”, abrindo portas para um novo veículo de divulgação, o rádio. Teve significativa execução, principalmente nas rádios do Rio de Janeiro. Como nos trabalhos anteriores, desses singles foram realizados clipes bastante executados na MTV Brasil: “Cotidiano de Um Casal Feliz”, e “A Falta que a Falta Faz”. Em 2007, lança “Formidável Mundo Cão”.
** Jay
Diário íntimo ou crônica social? Pergunta difícil de responder quando o assunto é a obra de Jay Vaquer. O cantor e compositor carioca lança seu quarto disco, Formidável mundo cão, amadurecendo características dos trabalhos anteriores, como a qualidade das letras e a escolha de harmonias nada óbvias. E mergulha ainda mais fundo na ironia e nun certo cetisismo com os (des)caminhos do afeto neste nosso mundo cão.
Se tivesse nascido décadas atrás, Jay talvez trabalhasse na redação de um grande jornal, teclando numa velha máquina de escrever as linhas que falariam da vida, da cidade, do país, mas também um pouco de sua própria vida. Assim como os cronistas de outros tempos, o cantor mistura a análise dos acontecimentos do seu dia-a-dia com as mudanças em seu universo particular.
Contas-fantasmas de empresários corruptos andam lado-a-lado com os fantasmas que atormentam sua cabeça. Uma grande fossa pode virar pretexto para falar da hipocrisia gelada das altas rodas. Por outro lado, o comentário de um preconceito - espelho da incompreensão de uma sociedade inteira - pode servir para extravasar sentimento íntimo de inadequação. Formidável mundo cão é o resultado desta crônica do século 21. Jay escreve como se estivesse postando um blog - ou, quem sabe, deixando um scrap no blog alheio. Os personagens anônimos das 12 faixas do disco, são quase arquétipos destes nossos tempos. Todos são patinhos feios infelizes em sua solidão, apesar de estarem conectados a centenas de pessoas pela internet, pela TV, pelas revistas de celebridades.
Entre os tipos inventados pelo artista há desde a menina que corta os braços com gilete pra chamar a atenção (Longe aqui) ao velho executivo que tenta viver como um jovem e não percebe que seu tempo passou (Breve conto de um velho babão). Há ainda o garoto classe média que mata a família toda e acaba se livrando de uma pena grave porque um advogado garante que ele é um “bom rapaz, que prega o amor e a paz”. Vira autor de um best-seller de auto-ajuda e depois empresário de sucesso, deputado corrupto e dono de uma igreja… Um mix de mazelas que sintetiza e batiza o Formidável mundo cão. Outro grande personagem é o aspirante a ator que vê seu sonho de uma carreira feliz desmoronar depois que não consegue triunfar em “Projacland”. É o protagonista de Estrela de um céu nublado, que conta com a participação especial de Meg Stock, da banda Luxúria. Os anti-heróis de Jay, não são só vilões, nem apenas vítimas.
A indefinição entre algoz e vítima persiste nas canções de um amor e desamor do disco. Em faixas como Num labirinto, um mundo de ilusões, tão caótico e falso quanto o da sociedade, é a grande cauda do fim dos relacionamentos. “Eu me joguei num labirinto / Deixei de lado o que sinto / Tão cego que ficava impossível ir além do raso / Eu me afoguei num mar de rosas / Me enganei em verso e prosa / Tão perto que já estava certo, me afastei perdido”, diz a letra. O desafio quase impossível deste Formidável mundo cão é conseguir ultrapassar a superfície.
MÚSICA E IMAGEM JUNTAS
Contemporâneo de músicas melancólicas do rock inglês, Jay Vaquer pode soar como um artista que pertence a apenas este clã musical. Mas seu universo é muito mais amplo. Quanto mais Formidável mundo cão vai se repetindo no aparelho de som ou no Ipod, mais se percebe as influências múltiplas de alguém que cresceu ouvindo The Smiths, The Cure e Legião Urbana, apaixonou-se por Paul McCartney e Joni Mitchel - mas sobretudo por Peter Gabriel - e, anos mais tarde, foi surpreendido pela sonoridade do Nirvana, Smashing Pumpkins, de Jeff Buckley e Alanis Morrisette, do Garbage, de Fiona Apple. Nascido numa família musical, Jay também ouviu muito Villa-Lobos, Tom Jobim e apurou o gosto por bons versos português com Chico Buarque e Caetano Veloso. Sua influências vão além da música. Leitor de psicanálise e fã de arte contemporânea e de cinema, ele sempre acompanhou de perto a direção de arte de seus clipes e CDs. Para a música Aponta de um iceberg, por exemplo, bolou um videoclipe que contracenava com a atriz Carolina Kasting no alto de uma montanha gelada do Canadá. Em cotidiano de um casal feliz, também foi idéia sua ser manipulado como marionete gigantesco durante toda a música. Com roteiros bem elaborados e produção que não fica devendo nada ao padrão internacional, os clipes de Jay viraram referência para outros artistas brasileiros. Além dos já citados, A miragem, Pode agradecer e A falta que a falta faz, também se destacam na carreira do cantor.
Editado por Erickson_cob em Nov 16 2008, 15h25
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Ficha do artista (?)
- Formada em
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- 2000
- Fundada em
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- Rio de Janeiro
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