Saído dos febris pântanos da imaginação, o som da Japanese Bondage se apóia em pilares de concreto maciço construídos sobre a vertigem desértica da cidade grande. A banda nasceu em solo paulista, mas expira ares passados, vindos de algum lugar entre o sol escaldante da Califórnia e a fumaça industrial de Birmingham. Não à toa a grande influência setentista e lisérgica no début auto-intitulado, gravado entre 2009 e 2010.

O projeto, idealizado por Pedro Gesualdi, viu suas composições ganharem forma no Red Mob Studio, com produção de Piettro Torchio e Ricardo Cifas na bateria. O resultado é um EP que despeja rock and roll cru e ignorante, do jeito que tem que ser. Procurando a estrada, Pedro juntou-se a Bruno Lima (guitarra), Francisco Borelli (baixo) e João Gabriel Queiroz (bateria), que tocavam juntos há mais de 5 anos, e formaram a banda, que debruça-se com autoridade sobre a crocância e as calorias de um salgado de boteco em forma de música.

Os auto-proclamados “ditadores do mau gosto”, eles chegam à cena com poderosas canções que falam sobre situações rotineiras que vão desde um apocalypse zumbi até a saga de um antropófago pervertido, passando pela aflição do esquecimento e do auto-flagelo. Em suma, são sons que falam sobre a vida. Não como ela é, mas como ela virá a ser. E quando isso acontecer, esteja pronto. A Japanese Bondage está.

Editado por Amendoim3 em Mar 25 2011, 14h25

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