Biografia

Os Happy Mondays foram uma banda de rock alternativo/dance formada em Salford, Grande Manchester, em 1985, e tiveram seu auge entre 88 e 91. O nome não vem da canção “Blue Monday” da banda New Order, como muitos supõem, mas da 1ª segunda-feira de cada mês, altura em que se recebe o subsídio de desemprego.

Os Happy Mondays lideraram a emancipação multicultural de Manchester, conhecida por Madchester, juntamente com os Stone Roses; a banda inclusive contava com um dançarino “louco”, Bez, que dançava e tocava maracas. Musicalmente, pegaram na música House, no Funk dos anos 70, na Soul nortenha e no Krautrock. O aparente psicadelismo e surrealismo nas letras e na música era a única coisa que tinham em comum com os Stone Roses. Os Roses tinham um ar hippie, os Mondays eram um puro gang!

O grupo formou-se em 1984, sendo contratados após uma batalha de bandas que acabou mal para eles para a Factory Records. No ano seguinte é lançado Forty Five EP.

Dois anos depois, lançam o álbum de estreia, com o título peculiar de Squirrel and G-Man Twenty Four Hour Party People Plastic Face Carnt Smile (White Out), produzido pelo membro fundador dos Velvet Underground, John Cale. TInha boas canções, como “24 Hour Party People”, mas não chegava aos pés dos já históricos concertos no Hacienda.

A partir de 1988, tudo começa a mudar. Os sons da Acid House invadem o Hacienda. E tal se reflecte na banda. O álbum Bummed, produzido por um Martin Hannett cada vez mais alucinado, já tinha verdadeiros clássicos de dança como “Wrote For Luck” ou “Lazyitis”. “Wrote For Luck” teve duas célebres remisturas: “WFL”, por Vince Clarke, e a “Wrote For Luck [Think About The Future Mix]” de Paul Oakenfold. Este último produziria o álbum seguinte.

A cassete Hallelujah marca um ponto de viragem na história musical britânica. O sucesso do single “Hallelujah” leva a que os Mondays toquem no mesmo programa do Top Of The Pops com os Stone Roses. Foi aí que a música alternativa britânica entrou finalmente no mainstream.
“Lazyitis” foi regravada, contendo um dueto entre Shaun Ryder e Karl Denver.

E então chega o auge: o álbum Pills’n’Thrills and Bellyaches torna-se um grande sucesso crítico e comercial, com “Kinky Afro” e “Step On” presentes nos tops da América e do Reino Unido.
O concerto no G-Mex, captado em VHS, mostra Madchester em toda a sua glória.

Mas depois do auge, a queda. Shaun e Paul Ryder afundavam-se cada vez mais nas drogas, em particular no ecstasy e no crack. O álbum seguinte, Yes Please, produzido pelo casal dos Talking Heads, Tina Weymouth e Chris Frantz, é um fracasso, sobretudo por parte da crítica, agora concentrada no shoegaze no Sul de Londres e nas bandas Grunge de Seattle. A Factory Records faliu, devido aos elevados custos de produção (que foram usados, juntamente com o próprio equipamento de gravação e as roupas do grupo, em crack).

Shaun Ryder e Bez formaram os Black Grape, que continuaram o que Ryder idealizava para o seu próprio grupo, embora influenciado desta vez pelo Hip-Hop.

Fizeram duas reuniões, em 1999, sem Paul Davis e Mark Day, e em 2004, só com Shaun Ryder, Bez, Gary Whelan e músicos contratados. Foi lançado o álbum Uncle Dysfunktional em 2007, embora tenha sido praticamente ignorado pela imprensa.

A influência dos Mondays sente-se em muito lado, desde os Oasis até aos Chemical Brothers até aos Kasabian. Manchester continua a ser uma cidade com grande amor à música. Mas falta um Hacienda, um Tony Wilson, um Martin Hannett…



Editado por Bassword em Jul 30 2009, 4h06

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