O Surgimento

O estado de Michigan, nos EUA, foi o berço das maiores bandas de garagem da América. O famoso “som de Detroit” e seus arredores, como Saginaw e Flint, ficou caracterizado pela incrível agressividade, força e volume que suas bandas nativas geravam. Exemplos como Stooges, MC5, Ted Nugent’s Amboy Dukes, Bob Seger System, Cactus e Alice Cooper, mostram que era a “capital nacional do som de garagem” em contrapartida ao som lento e viajante da costa Oeste, vide a psicodelia de São Francisco.
Em 1964, foi criado o Jazz Masters em Flint. Liderada pelo baterista Don Brewer, a banda foi fazendo muito barulho pelos clubes e escolas da região. Isso até aparecer na vida deles em 1967 Terry Knight, que era um pouco de tudo: cantor, disc jóquei e empresário. Agora batizada de Terry and The Pack, a banda gravou uma versão em compacto para “I Who Have Nothing”, de Ben E. King, que alcançou uma modesta 46a colocação nas paradas de sucesso.
O problema é que Terry cantava muito mal, e a solução foi fazer com que o guitarrista do grupo, Mark Farner, assumisse também a função de vocalista. Terry ficou magoado e abandonou o grupo, se lançando numa pra lá de fracassada carreira solo. Agora o nome era The Pack e contava com Don Brewer (bateria), Mark Farner (guitarra e vocais), Craig Frost (teclados) e Rod Lester (baixo).
Terry pede para voltar e novas mudanças acontecem; Frost e Lester são dispensados: eles apostam todas suas fichas no poderoso formato “power-trio”, chamando Mel Schacher - um antigo colega de escola de Mark - para o baixo. Em homenagem à famosa estrada de ferro que ligava Michigan a Ontário chamada Grand Trunk and Western Railway, o The Pack passa a se chamar Grand Funk Railroad, em março de 1969.

A Estréia

O astuto Terry Knight descola para “seus meninos” uma ponta como banda de abertura do Atlanta Pop Festival em 4 de julho de 1969. Sem nenhum disco lançado, os garotos do GFR não tinham nada a perder. Era a maior oportunidade de suas vidas; imaginem só, três moleques dividindo o palco com Led Zeppelin, Johnny Winter e Janis Joplin, diante de uma audiência de mais de 180 mil pessoas!
A banda se apresentou de graça e roubou completamente o show. Eram três dias de festival, e a performance de estréia foi tão avassaladora, que no último dia a banda foi promovida a headliner. De boca em boca o até então desconhecido trio, passou a ser falado por toda América. Vale lembrar que Mark Farner considera esse o melhor momento do GFR - foi quando eles se tornaram, da noite para o dia, os novos heróis do rock pesado.
É lógico que com toda essa falação ao redor do grupo, a Capitol Records caiu matando e ofereceu um tentador contrato para a banda, lançando apenas três semanas após o festival, o primeiro single - “Time Machine” - já pela nova estampa.
Finalmente é lançado em 25 de agosto de 1969 On Time, primeiro álbum do trio, que se, por um lado foi malhado pela crítica, por outro, foi um verdadeiro sucesso nacional. A turnê de promoção foi no mínimo histórica. Em todos locais por onde passava a recepção do público era parecida com a do festival em Atlanta. No Fillmore East de Nova York, apenas duas semanas com On Time nas prateleiras, a platéia já pedia por suas músicas preferidas do álbum.

Apavorando o Led Zeppelin

A maior prova da força e poder das apresentações do GFR foi a turnê em que eles abriram para o Led Zeppelin. No Detroit’s Olympia Stadium a reação da platéia foi tão intensa durante a execução de “Inside Lookin’ Out” que o truculento Peter Grant (encrenqueiro empresário do Led), desligou a energia elétrica, impedindo que o Grand Funk terminasse a canção. Como se isso não bastasse, ele agarrou Terry Knight pelo pescoço e ordenou que a banda fosse retirada do palco imediatamente. O esperto Terry calmamente caminhou para o meio do palco, acenou para que a banda parasse de tocar, e soltou no microfone: “O Led Zeppelin está com medo do Grand Funk Railroad!”
A platéia começou a vaiar, e a banda deixou o palco, ovacionada pelo público. Quando o Led Zeppelin subiu para fazer seu show, metade do estádio tinha ido embora. Algo semelhante aconteceu em Cleveland, e o Grand Funk foi “despedido” da tour, nunca mais sendo convocado para tocar no mesmo festival que o Led Zeppelin. Genial.

Barulho Vermelho

Em dezembro de 1969 é lançado o segundo álbum intitulado simplesmente Grand Funk. Absurdamente pesado, o disco definiu o tão famoso “Grand Funk Sound”, elevando a banda a um nível único dentro do rock pesado. A produção era cuidadosamente crua e rústica, e até hoje, o “disco vermelho” é considerado pelos fãs como uma das melhores coisas que o trio já fez. Um mês após o lançamento, o álbum já estava no 11o posto das paradas americanas e assim como On Time, também se tornou disco de ouro nos EUA - o que não fez mudar a opinião dos críticos - que continuavam descendo a lenha no conjunto.
Para os fãs, a América já tinha um power trio à altura dos britânicos do Cream. Nessa época, o baixo de Mel Schacher passa a ter um som único; fruto de muito estudo ao lado do produtor Terry Knight. Eles conseguem um potente som distorcido para o instrumento. Muitos falantes estourados depois, a West Amplifiers constrói especialmente para Schacher modelos exclusivos, os únicos que conseguem segurar o pique do grupo.
A banda se lança numa turnê de 97 shows por todo o país. Abrem shows para Ten Years After, Joe Cocker e Fleetwood Mac, e continuam roubando o espetáculo com seu show cheio de raça, energia e juventude. Ao vivo, a banda se jogava em cena como se fosse a última vez que fosse pegar num instrumento. Essa foi uma característica definitiva em sua carreira, durando até os seus últimos shows. Mark é o mestre de cerimônias; canta, toca e dança por todo o palco. Don massacra seu kit de bateria, canta e levanta todo mundo aos berros: “I want to take your higher!” Já Mel segura a bronca com um peso absurdo, criando um groove único dentro do rock.
Closer to Home é lançado em junho de 1970, e vai direto para o sexto lugar nas paradas. O álbum traz uma produção mais pomposa, contando também com composições mais sofisticadas de Farner. O som cru de antes agora aparece em novo formato com piano, guitarras acústicas, percussão e até arranjos com orquestra! A temática das letras também muda, girando sempre em torno da preocupação da banda com problemas ecológicos e ambientais.
O sucesso só aumenta e o álbum também ganha disco de ouro, o terceiro consecutivo. No ano de 1970 ninguém vendeu mais discos na América do que o Grand Funk Railroad. No embalo do sucesso, em novembro lançam o duplo ao vivo Live Album, que funcionava como registro daquela histórica tour.
Nada mal, três discos por ano era uma grande média para a banda, e Live Album também ganhava ouro, mesmo antes de ser lançado. Pouco depois já se tornava disco duplo de platina vendendo 2 milhões de cópias. O formato “live” era o habitat natural da banda, e toda aquela genial performance foi transposta para o vinil. Em agradecimento aos fãs, Terry coloca um imenso outdoor com o rosto dos três em pleno Times Square, Nova York.

Banda do Povo

Em abril de 1971 lançam Survival, que trazia o clima da capa para dentro das músicas, simplesmente cavernoso (no bom sentido é claro)! Discos de ouro já eram rotina, e dessa vez chegaram a quinto nas paradas. Talvez a capa mais marcante da banda, onde os três apareciam como homens das cavernas. A contracapa trazia um texto assinado por Terry, no qual falava sobre o nascimento de um bebê durante um show da banda; o mais bizarro é o fato do bebê ter sido batizado de Grand Funk Railroad! Mais tarde, Mark afirmou nunca ter sido apresentado à criança, e que tudo não passava de um fruto da forte imaginação de Terry.
Mesmo com todo o barulho por conta dos fãs, a crítica continua a ignorá-los. Prova maior disso foi a fracassada coletiva para a imprensa organizada por Terry. O empresário alugou um famoso hotel de Nova York para a ocasião e convidou os 150 jornalistas mais importantes dos EUA. Apenas seis apareceram! Isso só confirmava a imagem de “banda do povo” que o Grand Funk alimentava.
A turnê seguinte, tendo o Humble Pie como banda de abertura, foi das mais bem sucedidas. Dessa vez, o velho continente foi conquistado. Ingressos esgotados, estádios lotados, e fãs alucinados. Esse era o dia-a-dia do GFR. No Hyde Park, em Londres, a banda se apresenta como headliner com um público de mais de 100 mil pessoas.

Shea Stadium

A volta para a América não poderia ter sido melhor - para o show do Shea Stadium em Nova York, os 55 mil ingressos se esgotam em míseras 72 horas! O recorde anterior pertencia a ninguém menos que os Beatles, que venderam o mesmo número de ingressos - só que em 80 dias! Depois de tanto barulho, finalmente a banda tira seis semanas de folga, e logo começam a se preparar para o próximo disco.
O melhor ainda estava por vir, e em novembro de 1971, lançam o seu melhor trabalho, E Pluribus Funk. Logo de cara já surpreendia. O LP vinha embalado dentro de uma luxuosa moeda prateada com o rosto do trio. Um mês após o lançamento, alcançou o quinto posto das paradas, onde ficou por mais 30 semanas consecutivas. “O disco da moeda”, como ficou conhecido aqui no Brasil, foi gravado em apenas cinco dias - o que refletiu diretamente no pique das composições, dessa vez todas assinadas por Farner.
Mais uma bem sucedida turnê européia é realizada, tendo dessa vez o Mott The Hoople como banda de abertura, e, para celebrar tanto sucesso, uma compilação dupla com o nome de “Mark, Don & Mel” é lançada em abril de 1972, passando a limpo toda a genial fase que o grupo vinha atravessando.
Terry se preocupava mais com a postura e com o visual do que com o som. Essa “mania” incomodava os integrantes que, desconfiados, acabaram despedindo Terry Knight, acusando-o de mau gerenciamento nos negócios. A verdade é que Terry “sufocava” a banda, criando uma série de imposições desnecessárias, ditando desde o que eles deveriam vestir, até o que deveriam fazer nos concertos. A separação não foi nada amigável, e começaram a rolar uma série de processos e ofensas pessoais entre a banda e Terry.

Bad Time

Toda a crise interna que a banda vinha atravessando refletiu no álbum seguinte, Phoenix, lançado em setembro de 1972. Gravado em Nashville, o disco trazia muitas mudanças; a começar pelo nome da banda, agora reduzido somente a Grand Funk. O antigo tecladista do The Pack - Graig Frost - aparece como convidado no álbum, e logo seria efetivado como o quarto membro. Todos os temas são mais voltados para os teclados, Brewer começa a compor e a cantar mais também, acrescentando um estilo mais pop do que o de Farner. O baixo não soa mais como um trator, e uma certa melancolia gira em torno das músicas. Além do que, é a primeira vez que a banda se auto-produz no estúdio.
Apesar de toda confusão, emplacam o single “Rock N’ Roll Soul”, que era a única canção “100% Grand Funk” do disco. Na estrada, a tour começou mal das pernas. No primeiro show em Seattle, apenas quatro mil fãs apareceram - em se tratando de uma banda que se apresentava com freqüência para um público de 5 mil por noite - era muito pouco. Para piorar ainda mais a situação, no show do Madison Square Garden em NY, Terry Knight apareceu escoltado por xerifes e policiais para confiscar todo o equipamento da banda. A verdade é que todo esse equipamento foi adquirido no nome de Terry mesmo, e a apreensão foi inevitável. A situação foi constrangedora.

O Voô da Fênix

O ano de 1973 se tornaria o mais importante para a banda. No mês de julho foi lançado We’re An American Band, produzido por Todd Rundgren. O disco foi direto para o segundo lugar nas paradas, e a faixa-título, por sinal um verdadeiro arrasa-quarteirão cantado por Brewer, alcançou a primeira posição, se tornando o maior hit da banda.
Pela primeira vez conseguiram elogios da crítica, talvez pelo novo formato mais comercialmente acessível das novas composições. Nessa época foi criado o famoso logo com “a mão apontando o dedo”, que se torna uma verdadeira marca do GFR. A banda tinha muito orgulho de ser considerada nesse ponto de sua carreira a única resposta “genuinamente americana” ao sucesso das bandas inglesas, tais como o Led Zeppelin, o Deep Purple e o Black Sabbath.
A turnê que promovia o disco colocou a América de quatro, com ingressos esgotados e fãs enlouquecidos. O novo palco trazia uma inovação para a época: um imenso telão que passava trechos pré-gravados da banda em estúdio, ou simplesmente se divertindo. O que pouca gente sabe é que durante essa tour a banda foi convidada para vir tocar no Brasil, o que infelizmente não aconteceu devido a compromissos com a gravação do disco seguinte.
Aproveitando o embalo, Todd ainda produziu mais um álbum, Shinin’ On, de março de 1974. Dessa vez a banda optou por construir um estúdio no rancho de Mark Farner, trazendo um sentimento mais “Closer to Home” para as gravações. A capa mostrava um novo e sensacional visual em 3D inspirado na onda do glam rock, fora isso, de brinde, um óculos 3D acompanhava a bolacha. Musicalmente, Brewer e Frost marcam presença de forma definitiva no álbum; Brewer cantando e compondo várias canções, e Frost “temperando” tudo com seu órgão Hammond. A regravação de “The Locomotion” (autoria de Carole King, mas gravada por Litlle Eva), se tornou o chamariz, chegando também ao primeiro lugar das paradas.
O álbum All the Girls In the World Beware, de dezembro de 1974, traz muita influência soul. A capa trazia uma montagem de gosto duvidoso. Os rostos dos integrantes eram sobrepostos aos corpos de campeões de fisiculturismo, fazendo uma alusão ao título do disco. Na parte musical, o som pesado de antigamente não se fazia mais presente, e muitos metais davam o tom da nova fase vivida pelo Grand Funk.
“Bad Time” se tornou a música mais tocada em 1975 e o disco foi o décimo consecutivo a ganhar ouro. Nessa época uma histórica homenagem foi concedida à banda pela RIAA (Record Industry Association of América), que presenteou o grupo com nada menos que dez discos de platina pelos seus trabalhos anteriores. A tour de promoção do disco gerou seu segundo ao vivo, Caught in the Act, que mostrava que o Grand Funk ainda continuava sendo uma das grandes bandas do rock pesado.
Após anos de convívio, os esgotados integrantes queriam parar; só que antes lançaram o pouco inspirado Born To Die em janeiro de 1976, considerado o pior disco da banda. Uma breve audição já basta para sentir que o clima entre eles não era dos melhores.

A Despedida

Em agosto do mesmo ano saiu Good Singin’ Good Playin’, produzido pelo gênio Frank Zappa. Muito mais “pra cima” do que o anterior, o disco funcionou como uma bela despedida. Zappa deu a eles uma preciosa credibilidade artística, além de criar um ótimo clima para as novas composições. Depois de dois anos afastados dos palcos, o grupo planejou uma grande tour mundial.
Em níveis comerciais, o álbum foi um fracasso, atingindo a modesta 52a posição, “brochando” não só a banda, mas também Zappa, a gravadora, e todos os que apostavam no projeto. A disco music tomava conta do mercado e o Grand Funk já não interessava mais ao grande público. Dois meses depois toda a turnê de promoção foi cancelada, e em outubro decretado o fim da banda.
Após a separação, Don, Mel e Craig formam o Flint, que lançou um álbum homônimo pela Columbia, em janeiro de 1978. O disco trazia participações de Frank Zappa e Todd Rundgren, e comercialmente também foi um grande fracasso. A banda chegou a gravar um segundo disco, chamado Layin’ It On The Line, que nunca foi lançado. Do lado comercial da coisa, Mark Farner se deu um pouco melhor e lançou dois álbuns pela Atlantic: Mark Farner, de 1977, e No Frills, de 1978.

Grand Funk Lives

O ano de 1981 marcou a volta do Grand Funk com Mark, Don e Dennis Bellinger, assumindo o lugar de Mel no baixo (o baixista original não topou a volta, pois tinha verdadeiro pavor de voar de avião). A banda foi convidada a participar da trilha do filme-desenho Heavy Metal - Universo e Fantasia, e logo em julho lançou Grand Funk Lives, que, apesar de todas as dificuldades, ainda trazia a banda mostrando muita vontade e entrosamento no estúdio.
O grupo seguiu em turnê pela América abrindo para o ZZ Top. Grand Funk Lives foi um tremendo sucesso na Venezuela! E em 1982, a banda se apresentou em Caracas num gigantesco estádio de futebol para milhares de alucinados fãs venezuelanos.
Em janeiro de 1983 saiu What’s Funk, álbum que trazia a sonoridade do grupo para os anos 80, com bateria eletrônica e sintetizadores! Infelizmente era muito fraco e não emplacou. Para piorar, a Warner, que lançava seus discos nessa época, acabou despedindo o grupo. Não era uma fase propícia para uma reunião, e o fim foi inevitável.

Bad Times Again

Com o fim da banda, tanto Mark como Don acabaram passando por maus bocados. Mark enfrentou uma série de problemas particulares, culminando com a separação de sua esposa Liesa. Mark também perdeu a guarda de seus dois filhos, e começou a beber muito nessa época. Don atravessava graves problemas financeiros, rapidamente resolvidos graças a Bob Seger, que o convidou para integrar sua banda. Don fez várias turnês, e se divertiu bastante tocando com Bob.
Na segunda metade dos anos oitenta, Mark se recuperou, se tornou pastor cristão, e lançou três discos nessa praia entre os anos de 1988 e 1992. Em 1995 foi convidado por Ringo Starr a integrar sua All Star Band, e saiu em turnê junto com um super time que contava com John Entwistle, Randy Bachman, Felix Cavaliere e Billy Preston.

Uma Causa Nobre

O ano de 1996 marcou a volta da formação original, ou seja, Mark, Don e Mel, exatos vinte anos depois da separação. A idéia não poderia ter sido melhor aproveitada - uma sensacional volta que arrecadaria fundos em benefício aos desamparados da guerra da Bósnia. O novo show trazia um fenomenal repertório que passava a limpo toda a carreira e, ainda por cima, o trio era acompanhado por uma orquestra completa!
A nova tour da volta foi um enorme sucesso, e tinha como convidados Peter Frampton e Leslie West nas guitarras. No ano seguinte (1997), saiu o duplo ao vivo Bosnia, que captava toda a vibração e emoção da genial turnê.
Um luxuoso box foi lançado em 1999 com o nome de “30 Years of Funk 1969-1999”. Em três CDs estavam perfilados todos os hits remasterizados, três novas músicas inéditas gravadas especialmente para a ocasião, sobras de estúdio e muito material inédito.
Atualmente Mark já não faz mais parte da banda, que ainda excursiona com Don e Mel. Três novos integrantes foram chamados para suprir a falta de Mark, que era o guitarrista, vocalista, principal compositor e front-man do Grand Funk. O jeito é curtir o lançamento de Live The 1971 Tour, que os traz no auge da forma e exuberância. O que mais chama atenção são as gravações do histórico show no Shea Stadium. Imperdível.
Dignas de muita nota são também as reedições em CD de 12 discos originais do grupo. Umbox contendo os quatro primeiros discos da banda também foi lançado. Vale lembrar que muitos desses álbuns saíram pela primeira vez no mercado ocidental, visto que estavam disponíveis apenas em versões japonesas.
Altos e baixos; sucesso, processos, religião, separações, reuniões, e muito sexo, drogas e rock’n’roll estão encarnados na história do Grand Funk Railroad. O que não muda nunca, é que eles sempre serão “A Banda” americana.
São ao todo, 13 álbuns de estúdio, quatro ao vivo e várias outras compilações. Na época do vinil era uma verdadeira via crucis achar todos esses discos; reza a lenda que nos idos dos anos 70, um sujeito trocou sua motocicleta por toda a coleção do grupo! Já na era do CD, os obstáculos são semelhantes; muitos títulos só estavam disponíveis no mercado japonês ou nem mesmo tinham sido editados ainda no formato digital! Para alegria geral, a Capitol/EMI relançou, inclusive no Brasil, os oito primeiros álbuns remasterizados, com atraentes faixas bônus e um encarte caprichado.

Editado por hcluiz em Jan 14 2008, 20h38

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