Biografia
Eventualmente, Hansen decidiu começar um novo projeto, com seu antigo amigo, Ralf Scheeper (vocalista), Uwe Wessel (baixista) e Mathias Burchard (baterista).
No começo do projeto Kai não pretendia formar uma nova banda, mas as gravações dos músicos no estúdio se saiu tão bem, em um ambiente tão relaxado entre eles, que não houve outra saída; aí nasceu o Gamma Ray.
Em Janeiro de 1990 aquela formação lançou o álbum “Heading For Tomorrow”, que alcançou grande sucesso especialmente na Alemanha e no Japão. Kai junto com sua nova banda Gamma Ray puxou justamente para o estilo de música que tornou o Helloween famoso anos atrás: melódico e bombástico, o som de power metal explosivo com letras positivas e críticas, um fantástico trabalho com as guitarras e maravilhosos vocais.
Levou algum tempo até que o Gamma Ray encontrasse reconhecimento mundial, pois logo após as gravações o baterista Mathias Burchardt decidiu abandonar a banda para se dedicar integralmente a seus estudos. Finalmente, um novo baterista de nome Uli Küsch (ex-Holy Moses, ex-Helloween, ex-Masterplan e atualmente no Mekong Delta) entrou no seu lugar. Com Uli, a formação do Gamma Ray para a estréia mundial ao vivo estava completa: Ralf Scheeper (vocais), Dirk Schlächter (guitarra), Uwe Wessel (baixo) e é claro, o mentor de tudo, Kai Hansen (guitarra e vocais).
Junto com a turnê mundial um novo EP chamado “Heaven Can Wait” foi lançado em Setembro de 1990, incluindo - além da versão regravada da música título - uma faixa totalmente inédita chamada “Who Do You Think You Are?” e três músicas que não foram incluídas no álbum “Heading For Tomorrow”. A turnê mundial foi um grande sucesso especialmente no Japão. Como documentário um VHS ao vivo chamado “Heading For The East” foi filmado no show em Tóquio.
Em Fevereiro de 1991 a banda se reúne para as gravações do segundo álbum em uma pequena e isolada casa na Dinamarca. Com algumas canções inéditas a banda entra em um estúdio sobre o controle do produtor Tommy Newton que fez um fantástico trabalho no álbum chamado “Sigh No More” que foi lançado em Setembro de 1991. O estilo difere vastamente do “Heading”, e as letras são completamente depressivas, resultado da Guerra do Golfo que estava estourando naquela época. Uma turnê mundial de 50 dias ocorreu logo em seguida.
Após a turnê passar pelo Japão no começo de 1992, a banda aparecia nos noticiários novamente, mas não com boas notícias para os fãs: O ritmo imposto pela dupla Uli & Uwe desaparecia devido a um desentendimento pessoal e foram substituídos por Jan Rubach (baixo) e Thomas Nack (bateria), ambos de uma banda de Hamburg chamada Anesthesia. Ainda por cima, o Gamma Ray começou a construir seu próprio estúdio, o que tomou bastante tempo e resultou no atraso das gravações do próximo álbum, previstas para antes 1993. O disco chamado “Insanity & Genious” é finalmente lançado em Junho de 1993. O estilo do álbum volta ao “Heading For Tomorrow” novamente já que Kai imaginava que a melhor música que ele poderia compor seria aquele bombástico speed metal. “Insanity & Genious” foi presenteado aos fãs ao vivo nos festivais então chamados “Metal Melódico Contra-Ataca”, tudo em todos os quatro shows com apresentações de Helicon, Conception, Rage e Gamma Ray. Um segundo VHS ao vivo intitulado “Lust For Live” foi filmado em Hamburg e foi posteriormente lançado em CD com o título “The Power of Metal” em dezembro.
Os planos para o lançamento do quarto álbum vieram logo em seguida, mas Hansen e Schlächter estavam irritados com o fato de Scheepers morar muito longe de Hamburg, o que resultava na reunião da banda para compor músicas apenas nos finais de semana, o que era um grande obstáculo no caminho da banda. Como Scheepers se candidatou para ser vocalista do Judas Priest, e suas chances eram bastante altas (ele ficou entre os três melhores candidatos), Hansen o perguntou se sua permanência na banda era a melhor opção. Os dois então decidiram que seria melhor se Scheepers deixasse a banda, e assim, sem ressentimentos entre os membros, Scheepers (atual Primal Fear) deixou o Gamma Ray. Hansen teve então que tomar a posição de vocalista e guitarrista.
Em Maio de 1995 um clássico do Metal Melódico era lançado: O estilo do álbum “Land of the Free” pode ser considerado uma mistura do bombástico “Heading For Tomorrow” com a agressividade e o peso do “Walls of Jericho”. Nesse álbum, houve novamente a cooperação do vocalista Michael Kiske que vez os vocais durante toda a música chamada “Time to Break Free” e o refrão da faixa título do disco. As críticas ao redor do mundo se mostraram bastante positivas. Kai e Dirk então se trancaram no estúdio para gravar o EP “Silent Miracles”, um EP com quatro músicas mais lentas. Os fãs então disseram que Kai teria feito seu melhor trabalho como vocal na música “A While in Dreamland”, uma linda balada somente com o piano e o vocal de Hansen. Como a mixagem do EP não pôde ser realizada antes da turnê do álbum, “Silent Miracles” foi lançado somente em fevereiro de 1996. Como mencionado, a banda fez uma longa série de shows pela europa na turnê “Men on a Tour” em Setembro transformando bares em verdadeiras casas de shows. Os shows passaram para o CD em Maio de 1996 com o título “Alive ‘95”.
Em Setembro de 1996 a banda volta a assombrar a Espanha para atender ao pedido dos fãs com mais shows junto com Stratovarius e Rage. Mas nos preparativos para esta turnê Jan e Thomas decidiram deixar a banda. Jan o fez porque Dirk o queria de volta no baixo (ele originalmente tocava baixo) de qualquer jeito. Há boatos de que Jan gostaria de mudar para a guitarra já ele próprio se manifestou para assumir a guitarra na banda. Mas de algum modo ele não se importou e saiu. Assim também fez Thomas pois ele estava totalmente interessado em outro projeto musical que estava acontecendo a pouco tempo. Thomas foi gentil e tocou na turnê espanhola enquanto Jan foi substituído pelo guitarrista Henjo Richter.
As composições para um novo álbum começaram no fim de 1996, mas somente com Dirk e Kai na banda. Foi só em Fevereiro de 1997 que encontraram os dois novos membros: Na pessoa de Daniel Zimmermann eles encontraram o melhor baterista que já tiveram. Henjo Richter entrou como guitarrista, profissão que ele exerceu muito bem na turnê espanhola anteriormente. O Gamma Ray final, cuja formação existe até hoje.
Com a nova formação completa a banda volta às gravações para o novo álbum em Março de 1997. O single “Valley of The Kings” foi lançado em Maio e o álbum “Somewhere Out In Space”, que marca o início da fascinação da banda pelo espaço, foi lançado em Agosto. Após dois anos de shows (Junto com Hammerfall e Jag Panzer) veio o álbum “Powerplant”, que é uma continuidade do tema espacial de “Somewhere Out In Space”, mas re-direcionado musicalmente. O álbum foi enormemente aclamado mundo afora.
Chegou então a hora de fazer um “Best of…”, e Hansen decidiu que as coisas seriam diferentes. A banda voltaria para o estúdio e regravaria os velhos clássicos. “Blast from the Past” foi o nome dado a esse álbum.
A banda então prosseguiu com as gravações para o próximo álbum, com rumores de que soaria como um clássico, assim como Iron Maiden e Judas Priest, antes de descansarem durante um ano.
Após a pausa a banda estava pronta para gravar e lançar o álbum “No World Order”, com muitas riffs pesadas como uma banda clássica dos anos 80, confirmando os boatos. Novamente, o álbum foi aclamado pelo público. A turnê fez a banda visitar dezenas de países europeus e com direito a alguns shows no Japão. Depois de descansar da turnê, a banda seguiu com o “Skeleton in the Closet Tour” que fez a banda tocar músicas que eles nunca ou raramente tocavam ao vivo. A lista das músicas dos shows foram votadas pelos fãs no site da banda. Poucos shows foram feitos mas dois deles (Barcelona e Strasburg) foram gravados para o disco ao vivo “Skeletons in the Closet”, o melhor álbum ao vivo deles até aquele momento. Axel Mackenrott (Masterplan) foi contratado para essa turnê como tecladista.
A ultima turnê contou com o Gamma Ray como banda de abertura para 10 shows do Iron Maiden pela Europa. A turnê foi nomeada “That leg Rayzin’ With the Beast” pelos membros e expôs a banda ainda mais.
No começo de 2004 a banda começou a compor o material para o novo álbum e finalmente voltaram ao estúdio em Setembro para começar a gravação de 11 músicas, que em contraste aos últimos dois álbuns, se mostrava mais complexo e bombástico novamente. O trabalho para “Majestic” ficou finalmente completo em Maio de 2005 e foi lançado em 23 de Setembro desse ano. Nesse meio tempo a banda se apresentou em três festivais de verão (Bang Your Head, Tuska e Monsters Of Rock) para mostrar ao público que ainda estavam vivos. Uma turnê européia segue junto com Nocturnal Rites e Powerwolf como bandas de apoio.
O próximo CD da banda foi Land Of The Free II (2007), para a alegria dos headbangers de todo o mundo, é uma dessas exceções. Mesmo não sendo superior ao original, lançado em 1995, é um excepcional álbum de Heavy Metal como há um bom tempo o Gamma Ray não colocava no mercado. Suas doze faixas trazem uma banda agressiva, inspirada, melódica na medida certa, tudo com a marca de seu líder, o já lendário Kai Hansen.
Com a competência que lhe é habitual, Kai passeia por diversas vertentes da música pesada, pegando o melhor de cada uma delas e agregando-as à música do Gamma Ray. Assim, o disco vai do Power (“Into The Storm”) ao Speed Metal (“To Mother Earth”), passando pelo Heavy Metal Tradicional (“Rain”) e até mesmo pelo Hard Rock (“Empress”) com a mais absoluta naturalidade.
Mas o que realmente se destaca em “Land Of The Free II” é a constatação, óbvia e clara, de quanto o grupo estava inspirado ao compor o álbum. Tudo no disco soa enérgico, como se a banda estivesse com o tesão redobrado, fugindo completamente do caminho mais burocrático que ameaçou seguir nos últimos anos.
“From The Ashes”, a já citada “To Mother Earth”, “When The World”, “Real World” (com um clima bem “Future World”), “Hear Me Calling” e “Insurrection” são destaques em um álbum de altíssima qualidade, que honra o título que carrega.
Concluindo, “Land Of The Free II” irá surpreender muita gente, e deverá constar em inúmeras listas de melhores do ano. Merecidamente, diga-se de passagem.
Formação atual
Kai Hansen - vocal e guitarra (1989 - presente)
Henjo Richter - guitarra e teclado (1997 - presente)
Dirk Schlächter - baixo (1990 - presente)
Daniel Zimmermann - bateria (1997 - presente)
Ex-membros
Vocal: Ralf Scheepers - (1989-1994)
Baixo: Jörg Schrör - (na turnê de 2000)
Jan Rubach - (1992-1996)
Uwe Wessel - (1989-1992)
Bateria: Thomas Nack - (1992-1996)
Uli Kusch - (1990-1992)
Mathias Burchardt - (1989-1990)
Convidados: Hansi Kürsch - (Blind Guardian) - Vocal (1995)
Michael Kiske (ex-Helloween) - Vocal (1995)
Tommy Newton - (Victory) - Guitarra (1990)
Tammo Vollmers - Bateria (1990)
Mischa Gerlach - Teclado (1990)
Axel Mackenrott - (Masterplan) - Teclado (2004 ao vivo)
Mike Terrana - Bateria - (1998, para 3 shows)
Discografia
Álbuns
Heading for Tomorrow (1990)
Sigh No More (1991)
Insanity & Genious (1993)
Land of the Free (1995)
Somewhere Out In Space (1997)
Powerplant (1999)
No World Order (2001)
Majestic (2005)
Land Of The Free II (2007)
Ao Vivo
Alive 95
Skeletons in the Closet
EPs
Heaven Can Wait
Silent Miracles
Coletâneas
The Karaoke Album
Blast from the Past
Singles
Heaven Can Wait/Mr. Outlaw
Space Eater
Who Do You Think You Are?
Future Madhouse
Rebellion in Dreamland
Valley of the Kings
It’s a Sin
Heaven or Hell
Vídeografia
Heading For the East (1990)
Lust For Live (1993)
Editado por [usuário excluído] em Jan 28 2009, 2h30
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