Biografia

FLICTS É CONTRA: fascismo, racismo, sexismo, homofobia, idiotice, falta de caráter, patrulhamento ideológico, covardia e por aí vai.

FLICTS CANTA E LUTA POR: anarquismo, amizade, liberdade, caráter, coragem, cerveja e alegria.

Muitas vezes declarada morta, domesticada e amordaçada, a cena punk paulista insiste em romper o cerco criado pelas grandes gravadoras, jogando na cara do mainstream bandas que ainda fazem tremular a bandeira de uma rebelião incansável.

Fazem parte desse turbilhão libertário grupos pouco falados, mas de extrema competência musical e perturbador posicionamento político, como Phobia, 3ª Classe, Agrotóxico, Juventude Maldita e outras várias. Firmando-se em meio a essa seleta malta de ensandecidos, a banda Flicts vem conquistando seu espaço, através de um som simples, forte e encorpado, como um pint de cerveja irlandesa.

Formada em 1996 pelos irmãos Arthur (guitarra e vocal) e Rafael (bateria), a banda conta hoje com a sólida presença do baixista Jeferson para completar o trio. Desta integração surgem canções punks com refrões maciços, melodias enxutas e batidas cadenciadas. Tudo isso é combinado a um visual rigorosamente clássico, sóbrio e ao mesmo tempo rude e elegante.

Por detrás de suas letras, elaboradas com esmero, lirismo e fugindo sempre dos chavões, a banda transborda amizade, anarquia, futebol e cerveja, e faz sangrar força de vontade, espírito combativo e índole libertária. Em poucas palavras, o grupo retrata “a política das ruas”, e só quem transita por elas é que entende a profundidade e sutileza deste termo. Não é a política dos partidos nem dos intelectuais que se escondem em gabinetes e universidades. É a política de quem põe o seu na reta e, todos os dias, dá a cara pra bater em troca de um salário de merda.

Claro que isso tudo não poderia ficar sem registro. Em 1997 saiu a primeira demo, Matando a Pau!. Isso trouxe um grande incentivo para que a banda continuasse a sua trilhas pelos becos e salões de qualquer ponto da cidade que abrisse suas portas para ela.

Depois de dois anos de batalha, decidem partir para uma gravação de mais qualidade e lançam a segunda demo. Apesar das Aparências Ainda Somos a Escória. Com esse contundente título, prensaram, de seu próprio bolso, 500 cópias e dentro do mais puro espírito DIY (Do It Yourself – Faça Você Mesmo) começaram a vender para amigos e nos shows que cada vez tinham mais público.

Aproveitando toda e qualquer oportunidade, participaram do Skema 110, projeto para bandas iniciantes realizado pelo Hangar 110. Passaram para uma segunda fase e nesse show, em 18 de Julho de 1999, foram descobertos e tiveram uma proposta para o lançamento de um split. Esse foi o primeiro passo de uma grande parceria e pode–se conferir o ímpeto rebelde da banda no split Apostando Tudo, lançado pela SUBWAY Records, em 2000. Contando com sete músicas dos Flicts e outras sete da ótima banda Os Excluídos, este CD foi o primeiro lançamento fonográfico tanto do grupo quanto da gravadora. Começando, errando e crescendo juntos, Flicts e SUBWAY Records apresentaram o novo cd solo da banda, intitulado CANÇÕES DE BATALHA, lançado no fim do ano de 2002. O título resume a trajetória e postura da banda: música, anarquia, amizade e combate, misturados a muita cerveja.

Em 2003, o Flicts tocou por muitas cidades aqui do Estado de São Paulo, mas também fora, como Volta Redonda e Barra Mansa (RJ) e Curitiba (PR). Saíram em algumas coletâneas aqui no país e também na Alemanha. Foi nesse ano também que o CD “Canções de Batalha” saiu pelo selo alemão True Rebel Records, de Hamburgo, com distribuição para a Europa toda.

2004 começou com a entrada da banda na coletânea OI! Around the World, pelo selo argentino Street Dogs Records, ao lado de bandas clássicas como Angelic Upstarts, Slaugther and The Dogs, Resistance77, Argies entre outras. Em Setembro, a banda fez a primeira tour na gringa com os amigos do Agrotóxico. Foram 27 show em 30 dias por oito países como Alemanha, Holanda, Austria, República Checa, Itália e França. Foi neste mês que também saiu na Europa, pelo selo Dirty Faces, outro split: dessa vez com os mesmo amigos do Agrotoscos. O nome: “Third World Jihad”.

Em meados de 2005, com shows cada vez mais constantes, Rafael (baterista), comunica os outros integrantes que estava deixando a banda. Diante da tal decisão, os outros membros do Flicts decidem colocar fim a uma história sincera, de amor e respeito ao underground e a música alternativa.

Rafael toca hoje no Juventude Maldita. Jeferson continua no Agrotóxico. Arthur entrou para o Agrotóxico e integra desde meador de 2005 uma nova banda hardcore oldschool: o Naifa.

Editado por giovano77 em Set 17 2007, 20h05

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