Biografia
Finalmente, porque, ao longo de tão longa carreira, o estilo de Hawkins evoluiu continuamente. Ele nunca se amoldou de boa vontade ao papel de “velho mestre”. Não ficou restrito ao papel de grande solista da era do swing: foi um grande solista moderno, no sentido amplo.
Em 1923, aos 16 anos, Bean chegou a Nova York para acompanhar a cantora de blues Mamie Smith. De 1923 a 1934 tocou na mãe de todas as big bands, a Fletcher Henderson Orchestra. Em seguida foi para a Europa, e ao voltar para os EUA, em 1939, gravou “Body and Soul”, que foi um de seus maiores sucessos. Tocou com quase todos os grandes músicos do bebop, e também participou do Jazz At The Philarmonic de Norman Granz. Chegou a experimentar fazer gravações como solista sem acompanhamento (‘Picasso’, de 1947). Nos anos 50 e 60 liderou diversos grupos pequenos, rodeando-se de músicos do primeiro time, que o respeitavam muito.
Hawinks possui ao sax tenor uma sonoridade cheia e encorpada. Sabe tanto ser vibrante e intenso nos temas rápidos e dramáticos como meditativo e sereno nas baladas lentas. (Miles Davis diz que aprendeu a tocar baladas ouvindo Hawkins.) É um grande improvisador: seu discurso musical é um fluir consistente e incessante de idéias. A serenidade e o equilíbrio da música correspondiam às características do ser humano: Hawkins não era um personagem polêmico nem dado a atitudes impensadas.
Editado por JonesRocha em Jul 16 2007, 19h19
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