Beach House

Biografia

Qualquer um que tenha investido tempo suficiente no CD homônimo de estréia da dupla Beach House sabe que ali se encontra uma jóia rara da safra de álbuns de 2006, repleta de composições aparentemente simplórias e melancólicas, mas cujas camadas melódicas iam se desvelando conforme o ouvinte tornava a explorá-las. O que era trilha de velório remix para uns acabou se transformando em uma espécie de cult hit do indie dream pop norte-americano e, assim, o Beach House acabou ganhando merecida visibilidade.
O novo álbum, Devotion, é o passo lógico em direção à evolução do som atmosférico e meticuloso da banda, cuja instrumentação se resume à um sintetizador, um tecladinho e a eventual pedal guitar. A voz de Victoria Legrand se faz mais clara dessa vez, como já dava indícios em Tokyo Witch e Master of None, tornando o som mais ‘limpo’ e menos ‘eco de fundo de poço’. A terceira faixa, Gila, que vazou na rede no final do ano passado, incorpora tudo aquilo que faz o som do Beach House ser tão idiossincrático e magnético, desde a batida sintetizada até o órgão que dá textura e cor ao riffzinho de guitarra e aos vocais de Legrand. E é nos pequenos detalhes e melodias enganosamente simples que a dupla capta a atenção dos ouvintes mais pacientes e dedicados, seja em um cover de Daniel Johnston (Some Things Last a Long Time) ou em viagens nostálgicas como Wedding Bell e Astronaut. São pequenos hinos de devoção, mas apenas para os mais devotos.

Editado por ferdinandfukc em Jul 22 2008, 7h14

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