Muitas vezes creditados como originadores do ramo do
death metal chamado
grindcore, os experts do grosseiro Autopsy tiveram uma curta, porém “colorida” história. Fundado pelo ex-baterista do
death Christ Reifert logo após sua volta a São Francisco em 1987, o grupo foi completado pelos guitarristas
Eric Cutler e
Danny Coralles e pelo baixista
Ken Sorvari, com Reifert também lidando com a tarefa de vocalista. Assinando com o selo britânico
indie Peaceville pela demo “
Critical Madness”, de 1988, eles lançaram sua estréia “
Severed Survival” dois anos depois. Espelhando-se no trabalho de grupos ingleses emergentes de
grindcore como
Napalm Death e
Carcass, o álbum combinava os vocais e agressividade clássicos do
death metal com riffs mais lentos e rangentes e letras
splatter-gore totalmente repulsivas. Também ostentava outro membro do
Death, o baixista
Steve DiGiorgio, mas
Steve Cutler esteve cuidando da tarefa de quatro cordas até 1991 - um ano cheio quando eles lançaram dois EPs, “
Fiend for Blood” e “
Retribution For The Dead” assim como o LP chamado “
Mental Funeral”. Porém, nenhum desses pareceu ajudar a causa da banda, assim como o “
Acts Of The Unspeakable”, de 1992 (contando com o próximo baixista
Josh Barohn), que é talvez melhor lembrado pelo fato da arte da capa ser tão chocante que os oficiais australianos imediatamente confiscaram todas as unidades assim que chegaram naquele país. Um longo período de inatividade veio, mas o Autopsy finalmente retornou para um
adieu gratuito e escatológico pelo “
Shitfun”, de 1995, contando com outro baixista,
Freeway Migliore. Finalmente satisfeitos com a devastação causada, Reifert e Coralles mudaram para um novo projeto chamado
Abcess, e o último se juntou mais tarde ao
Danny Lilker, do
Nuclear Assault, no
Ravenous. Em 2001 houve o lançamento de um conjunto
best of entitulado “
Torn From The Grave”.
- Ed Rivadavia, All Music Guide
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