Biografia
É filha de um baterista de uma banda de jazz, Carlos Calcanhotto, e de uma bailarina. Aos seis anos ganha do avô o primeiro instrumento: um violão. Aprendeu a tocar o instrumento e também, mais tarde, a cantar. Logo imergiu nas influências musicais (mpb) e literárias (Modernismo Brasileiro). Ficou fascinada pela Antropofagia de Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e outros nomes daquele movimento cultural.
A vida artística iniciou-se em bares, também trabalhou em peças teatrais e depois se lançou em concertos e festivais por todo o país no estilo voz e violão. O primeiro disco, Enguiço, lançado em 1990 pela gravadora CBS, foi muito elogiado e o primeiro sucesso foi Naquela estação, no repertório deste, que também trouxe músicas de sua autoria (a faixa-título e Mortaes) e regravações de clássicos da MPB (Sonífera Ilha, do grupo Titãs, Caminhoneiro de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, Disseram que eu voltei americanizada, que fez sucesso na voz de Carmem Miranda, e
Naquela estação, por sua vez, integrou a trilha sonora da telenovela global Rainha da Sucata, de Sílvio de Abreu (1990). No ano seguinte, recebeu o Prêmio Sharp de revelação feminina. No segundo trabalho, Senhas, de 1992, o repertório estava focado nas canções de sua autoria, com destaque para
Em 1994, a fórmula dá sinais de cansaço e desgaste devido à exposição excessiva na mídia. Por isso, nesse mesmo ano lançou o LP A fábrica do poema, com algumas doses de experimentalismo (poemas de Augusto de Campos, Gertrude Stein, textos do cineasta Joaquim Pedro de Andrade e parcerias com Waly Salomão, Arnaldo Antunes, Antônio Cícero e Jorge Salomão). No terceiro disco, que também foi o último a ter versão em vinil, os destaques foram
Uma das participações foi uma perfomance na livraria Argumento, no Rio de Janeiro, musicando poemas do poeta português Mário de Sá Carneiro em 1996. Um deles, O outro acabou por entrar no álbum Público (2000), que trazia regravações dos antigos sucessos entre outras canções consagradas e também rendeu um DVD, lançado no ano seguinte pela gravadora bmg.
Em 2004 a cantora lança o álbum Adriana Partimpim (2004), uma seleção de canções para crianças, adotando-o como seu novo nome artístico. Em 2007 participou da cerimônia de abertura dos Jogos Panamericanos, ocorridos no Rio de Janeiro.
Seu trabalho mais recente é álbum Maré (2008), o segundo da trilogia que teve início com Marítimo. Um dado curioso é que a nova música Vidas Inteiras, que não consta no último CD, é trilha do filme Polaróides Urbanas, primeiro longa de Miguel Falabella.
No fim de 2008, lança seu primeiro livro, Saga Lusa - O relato de uma viagem, no qual conta em primeira pessoa o surto psicótico sofrido durante a turnê em Portugal do álbum, Maré.
Editado por Dim_xD em Abr 14 2009, 22h03
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