A voz de Zélia varia bastante ao longo desse primeiro disco, o que não necessariamente vem a ser algo ruim. Prove e Meus Olhos são duas canções opostas que mostram tal capacidade de variação. O álbum é curto, tem apenas 10 faixas e não é suficiente para extrair toda a força contida na voz dela, força essa que, nesse primeiro disco, ainda estava um pouco escondida, tímida.
Zélia Duncan - Zélia Duncan (1994) - Nota: 4.5/5
Um álbum bem mais consistente que o anterior. Várias faixas se tornaram hinos Duncanianos. Nesse álbum, há músicas belíssimas que conseguem exteriorizar um pouco melhor a força contida na voz de Zélia que ficou um pouco escondida no primeiro CD. Claro, vemos aqui uma cantora mais madura também. Para finalizar: é uma delícia ouvir Zélia cantando Am I Blue for You. Ela tem uma doçura na voz que combina perfeitamente com a língua inglesa.
Zélia Duncan - Intimidade (1996) - Nota: 4.5/5
Esse álbum traz, logo na primeira faixa, uma sensação gostosa de intimidade, com o perdão do trocadilho. A partir de então, você só quer descobrir onde aquilo tudo vai dar, e o resultado não é outro: um álbum com A maiúsculo.
Zélia Duncan - Acesso (1998) - Nota: 5/5
Acesso mescla sonoridades de uma forma bastante harmônica, de modo que se tem a sensação de se estar ouvindo uma obra completa, com início, meio e fim. Não é um álbum conceitual, mas de alguma forma, há uma história. É um álbum muito bem feito, em todos os sentidos, redondinho. Saborosíssimo.
Zélia Duncan - Sortimento (2001) - Nota: 4.5/5
As músicas fluem perfeitamente do início ao fim. Zélia começa a se mostrar uma artista completa e, ao mesmo tempo, incompleta, no sentido de que sempre haverá algo novo que ela ainda não fez e, quando for o momento, o fará com perfeição.
Zélia Duncan - Sortimento Vivo (2002) - Nota: 4/5
Um registro ao vivo de um ótimo álbum é sempre bem-vindo. Destaque para as inéditas (no repertório de Zélia) Por Enquanto, Boomerang Blues e Gringo Guaraná.
Zélia Duncan - Eu me transformo em outras (2004) - Nota: 5/5
Eu Me Transformo Em Outras é um primor. Consistente em seu repertório, com arranjos perfeitos e com uma Zélia mais madura do que nunca, interpretando com propriedade todas as canções do álbum. Há quem reclame que ele é longo demais e acaba se tornando cansativo. Para mim, poderia muito bem ter sido um álbum duplo.
Zélia Duncan - Pré-Pós-Tudo-Bossa-Band (2005) - Nota: 4.5/5
Pré-Pós-Tudo-Bossa-Band é um disco extremamente rico. Com atenção, você conseguirá ouvir um pouco de folk, rock, jazz, samba, música popular e até mesmo um pouco de reggae em Dor Elegante. Isso não é suficiente para que um álbum seja bom, é preciso que tudo isso seja conduzido com maestria. Assim é Pré-Pós-Tudo-Bossa-Band.
Zélia Duncan - Pelo Sabor Do Gesto (2009) - Nota: 4.5/5
Pelo Sabor do Gesto surgiu no momento exato para tirar as dúvidas que qualquer pessoa poderia ter em relação ao talento multifacetado de Zélia. Quando você pensa que já viu e ouviu de tudo, ela se revela uma caixinha de surpresas. De ótimas surpresas. Na minha opinião, o único deslize do álbum é a faixa Esporte Fino Confortável - um tanto quanto esquisita, assim como é Chico César -, embora seja uma delícia ouvi-la (e vê-la) ao vivo. Afora esse pequeno detalhe, quando ótimas canções de compositores do patamar de Dante Ozzetti, Nei Lisboa, Rita Lee, Itamar Assumpção e Zeca Baleiro, a exemplificar, se reúnem em um álbum conduzido por Zélia Duncan, o resultado não pode ser menos quer brilhante.





