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A diversão está em extinção no rock mundial, logo nele. Atualmente, qualquer pretensiosinho do quarteirão que ganha uma guitarra e aprende inglês anseia em se tornar um músico, daqueles que formam bandas com nomes “pra frentex” e desconhecem o que é presença de palco. Eu confesso que essa pessoa era eu, mas depois da aula de rock ministrada no dia 7 na Arena Anhembi, meu sonho, que já tinha a validade vencida, foi definitivamente despejado no Tietê.
As 37 mil almas condenadas a mediocridade viram emergir dali da margem do rio, num cenário de explosões, fumaça e vôos espetaculares, a verdadeira essência do rock and roll, a capitalização de quão criativo e inventivo é o Kiss. Foi exatamente onde as demais bandas erraram, quando, nos anos 80, a ascendência punk ditava como seria o futuro do rock (pequeno e introvertido), aqueles que se julgavam aliens (Gene Simons e Paul Stanley) traçavam com a mais legítima caligrafia o significado de MEGALOMANIA.
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