Terça 10 Mar – Keane
Tudo começou com o Fresno, com eles falando a honra que era estar abrindo um show pra uma banda que eles são "fãs para caralho.". O palavreado não combinava com o show, e eles também não. Não gosto de Fresno, e acho que foi uma escolha errada, mas já que eles se dizem tão fãs deles, acho até "perdoável". Mas tenho que admitir que quando o vocalista abandonou a guitarra para tocar piano, eu falei "ô sai dai Tim!"
O show durou meia-hora. Depois disso e de alguns ajustes dos instrumentos o Keane finalmente entrou no palco. Eu não acreditava. Keane é a minha banda favorita, era um sonho para mim estar lá. Ver eles chegando no palco, "dando um oi" pro público parecia tão surreal que eu achava que estava assistsindo um DVD.
Tudo foi absolutamente perfeito, o português enrolado do Tom contagiou o público, e o "oê, oê, oê, oê, Keanê, Keanê!" contagiou a banda. Toda vez que o público (que conseguiu lotar o Credicard Hall) gritava o tal grito de guerra a cara que eles faziam era totalmente incrível. Parecia que eles estavam tão felizes por estar ali como nós estávamos.
O Tom pula, corre, dança, deita no chão, estenda a mão ao público, vai bem perto dele e o contagia. Nas vezes que chegou perto de mim eu chorei, gritei, sorri, enfim. Até o tímido Jesse se soltou nesse show. Acho que ele também gostou da reação do público.
O tim toca piano que nem um louco, ele mesmo diz isso, mas ele toca bem. MUITO bem. E isso ninguém pode negar. O Richard tocava bateria como se não houvesse amanhã, sorrindo o tempo todo. Eles são simplesmente perfeitos. Tocaram todas as músicas perfeitas. Eu chorei (óbvio) na terceira música (Bend and Break), pois eu não acreditava que eu estava ali, vendo meus ídolos tocarem, chorei na seqüencia Try Again e Sunshine, porque eu simplesmente as amo demais (mas eu também amo muito todas as outras músicas) e chorei em Bedshaped, porque eles sempre tocam essa música por último, e eu lembrei que o meu sonho, o momento mais feliz da minha vida, tinha, infelizmente, chegado ao fim.
Mas valeu a pena. Só estando lá para entender a emoção que é tudo aquilo. Ver sua banda favorita e a energia demasiada do público. Pular, gritar todas as suas músicas favoritas, ver seus ídolos de perto. Tudo isso não tem preço algum, marcou a minha vida e vai deixar saudades. (Tomara que não por muito tempo, mas se depender das palavras de Tom Chaplin, não demorará muito para eu fazer a próxima crítica do show do Keane.)